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Polícia Civil faz megaoperação contra o tráfico no interior do Rio


Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio do 5° Departamento de Polícia de Área (DPA), realizou, nesta segunda-feira (19/12), uma grande ação contra o tráfico de drogas nos municípios de Volta Redonda e Barra Mansa, na Região do Médio Paraíba, e em Angra dos Reis, na Costa Verde. As operações "Cana Brava" e "Kautar" tiveram como objetivo cumprir 88 mandados de prisão e 97 de busca e apreensão, sendo seis de adolescentes, contra integrantes de uma organização criminosa de traficantes que atuam em todo o Rio de Janeiro.


Cerca de 150 policiais civis e 70 viaturas de diversas delegacias participaram da ação, que teve apoio dos 7° e 4° departamentos de Polícia de Área; Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Vinte e nove (29) mandados de prisão foram cumpridos, três adolescentes apreendidos e duas pessoas presas em flagrante.


As investigações identificaram que um traficante é apontado como chefe de pontos de vendas de drogas, principalmente no bairro Jardim Belmonte, em Volta Redonda, onde conta com um grupo de criminosos fortemente armados. Por meio de um trabalho de inteligência e monitoramento, os agentes registraram imagens dos bandidos atuando perto de uma escola pública. Os policiais constataram, ainda, que a liderança dos traficantes também mantinha outros três pontos de venda de entorpecente naquela região.


Traficantes ordenam invasões de moradores para dificultar ações policiais


Com o decorrer das investigações e diligências, moradores de Jardim Belmonte, Vale do Paraíba e Padre Josimo, em Volta Redonda, começaram a invadir áreas no entorno dessas regiões e que davam acesso aos principais pontos de venda de entorpecente naqueles bairros.


Os agentes constataram que as ocupações foram coordenadas e ordenadas pelo chefe do tráfico de drogas da localidade, com o objetivo de criar uma barreira que impediria ou retardaria a entrada de policiais nas comunidades.


De acordo com as investigações, os moradores que invadiam as regiões eram escolhidos e alinhados com a organização criminosa e deveriam construir barracos visando passar a imagem de que já havia pessoas ocupando a área.


Os policiais também descobriram que os traficantes pretendiam invadir outros bairros para ampliar seu território. Para isso, estavam investindo na compra de armamento, como fuzis e granadas.


Tráfico lucra cerca de R$ 20 milhões


As investigações revelaram que o tráfico de drogas na região movimentou, entre 2020 e 2021, cerca de 350 quilos de cocaína, gerando um lucro ao final da compra de aproximadamente R$ 20 milhões. A organização também contava com uma advogada, que exercia a função de braço jurídico da facção, e comparecia à delegacia a mando do chefe do tráfico de drogas para coagir ou impedir que presos ou testemunhas revelassem alguma informação que poderia ir de encontro aos interesses da facção.


Expulsão de família de policial penal


Uma das ações mais recentes da organização criminosa foi a expulsão da família de um policial penal do estado de São Paulo, no dia 26 de novembro deste ano. Na ocasião, ele entrou em confronto com traficantes do bairro Jardim Belmonte para defender seu irmão. Em represália da ação do policial, sua família teria sido expulsa do bairro e teve a casa incendiada pelos traficantes.

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