Polícia realiza operação contra fraudes bancárias em Camboinhas

Uma das maiores organizações criminosos de fraude bancária atuante dentro e fora do estado do Rio foi alvo de uma operação da Policia Civil nesta quinta-feira (4/11). A ação, batizada como Veritas, foi deflagrada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). Nove pessoas foram presas.

Divulgação

De acordo com as investigações, o grupo criminoso realiza saques fraudulentos se passando por clientes, muitos dos quais idosos, mediante o desvio de cheques e recebimento indevido de pensões, ocasionando prejuízos milionários aos bancos e seus clientes. Funcionários de instituições bancárias são apontados como integrantes da quadrilha.


A ação tem o objetivo de cumprir 15 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 13,5 milhões entre contas bancárias e carteiras de criptomoedas dos suspeitos e das empresas envolvidas, e sequestro de bens de alto valor.


Entre os acusados estão dois policiais militares e um policial civil. Segundo a polícia, o sargento Fábio Bittencourt Pinto, o Bitenc; o capitão Marcelo Baptista Ferreira, e o policial civil Pietro Conti Rodrigues, usavam de seus cargos públicos para facilitar a prática dos crimes. Bitenc foi preso na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. As investigações indicam que sua função dentro do esquema fraudulento era de realizar consultas no sistema, identificando, assim, vítimas com alto potencial financeiro.


O capitão Baptista, que ainda está foragido, segundo a investigação, tinha a função de analisar dados e burlar sistemas de segurança bancária virtual, além de fazer a escolta armada das quantias subtraídas pela quadrilha.


Também ainda foragido, o policial civil Pietro Conti foi apontado como responsável por consultar o sistema da corporação para análise de dados bancários de pessoas mortas que pode ter sido à serviço da organização criminosa.


Segundo os policiais, os envolvidos acumularam riqueza e patrimônio incompatível com suas capacidades. Os investigados foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato.

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