Policiais aderem à desobediência contra o golpe em Mianmar


Manifestações de rua vêm ocorrendo desde o golpe militar, em 1º de fevereiro (Reprodução)

Desde o golpe militar de 1º fevereiro em Myanmar, cada vez mais policiais estão se recusando a usar violência contra manifestantes em protestos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que ao menos 54 pessoas foram assassinadas por forças militares que atiraram contra multidões. Um homem na faixa etária dos 20 anos teria sido a mais recente vítima da violência nessa sexta-feira (5). A imprensa local informou que ele morreu na segunda maior cidade do país, Mandalay, após ser baleado.

Contudo, mais de 100 policiais teriam aderido ao chamado Movimento de Desobediência Civil, que tenta interromper o funcionamento do governo liderado pelos militares.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu a violência letal das forças de segurança de Myanmar durante uma segunda sessão a portas fechadas, realizada nesta sexta-feira (5) por teleconferência. Os membros do conselho, no entanto, não conseguiram estabelecer uma ação em conjunto.

Mianmar, chamado de Birmânia até 1989, fica ao sul da Ásia e faz fronteira com a Índia, Tailândia, Laos e China. Ex-colônia da Inglaterra até 1948, quando se torno independente, sua população atual é de cerca de 55 milhões de habitantes - 26ª maior do mundo. O primeiro golpe militar no país ocorreu em 1962> Na década de 1980 foi enfraquecido por grande crise econômica e aumento da miséria entre grande parte da população - o que também despertou o nível de consciência civil contra a ditadura. A resistência dos golpistas contra as manifestações populares resistiu até 2011. Após o breve período de transição democrática, em novembro de 2020, em votação secreta, o partido da líder civil Aung Hhaing Suu Kyi ganhou 396 dos 476 assentos em disputa em ambas as casas do parlamento, enquanto o principal partido de oposição, vinculado aos militares, obteve apenas 33 representantes. Em 1º de fevereiro, sob alegação de que houve fraude na votação, veio o novo golpe, liderado pelo Exército, que dissolveu novamente o Parlamento e iniciou perseguição a lideranças civis. Desde então, as manifestações se rua contra o golpe e as prisões arbitrárias vêm sendo reprimidas com extrema violência pelas forças militares.

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