Por trás das manifestações anti-democráticas


As manifestações contam com total apoio do presidente Jair Bolsonaro (Agência Brasil)

As freqüentes manifestações e carreatas antidemocráticas, em Brasília, pedindo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, e pró-tudo Bolsonaro, inclusive insanidades contra o isolamento social, são organizadas por um ministro, parlamentares, militares reformados, ativistas de extrema-direita e membros do governo. Quase todos, de alguma forma, recebem dinheiro público.

Uma das organizações que participam dessas manifestações é a Organização Nacional dos Movimentos (ONM), criada em meados do ano passado, informam os jornalistas Bernardo Mello Franco e Guilherme Caetano no Globo. Um dos responsáveis pela convocação do chamado “Acampamento Patriota” foi Renan da Silva Sena. Ele “trabalhava” como funcionário terceirizado do Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos até a última segunda-feira (4), quando foi exonerado. “No fim de abril, ele gravou vídeos de divulgação do acampamento ao lado da empresária Marluce Carvalho de Palmas (TO). Sena e Marluce foram citados em boetins de ocorrência como agressores de um grupo de enfermeiros que se manifesvam, no Dia do Trabalho, perto do local de concentração dos militantes bolsonaristas”, diz a reportagem.

Outro grupo com presença notória e comportamento agressivo nas manifestações e suas convocatórias é o chamado “300 pelo Brasil”, criado em abril pela ativista Sara Winter, que prega a violência. Ela também foi coordenadora de Atenção Integral à Gestante na pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, de Damares Alves.

Esses manifestantes também atacam jornalistas e profissionais de saúde. Aparecem com freqüência portando bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e têm contado com o apoio de Jair Bolsonaro.

A reportagem cita políticos e militantes envolvidos nas manifestações e atos anti-democráticos de extrema-direita, destacando a presença do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, deputado Cabo Junio Amaral (PSL-MG), deputada Bia Kicis (PSL-DF), a deputada federal Caroline de Toni (PSL-SC), entre outros. Além das presenças de militares reformados.

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