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Prédio desaba matando pai e filha em Rio das Pedras


Após desabamento, incêndio no prédio de cinco andares (Reprodução)

Impossível não associar o desabamento do prédio de cinco andares ocorrido nesta quinta-feira (3) em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, com o que aconteceu na vizinha Muzema em abril de 2019. Ambos são em áreas dominadas por milicianos. Moradores do Rio das Pedras disseram ouvir estalos por volta das 2h da manhã desta quinta e cerca de uma hora depois o prédio ruiu. Uma menina de dois anos e o pai foram encontrados mortos sob os escombros e pelo menos quatro moradores ficaram feridos.

O prédio veio abaixo por volta das 3h20. Depois do desabamento, houve um incêndio no local.

A morte do homem, identificado como Natan Gomes, de 30 anos, foi confirmada pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro, por volta das 12h10, nove horas após o desabamento. Ele é o pai da criança de três anos de idade, cuja morte havia sido confirmada por volta das 10h20.

A mãe da menina, Kiara Abreu, foi resgatada com vida. Ela ficou cerca de seis horas sob os escombros e, lúcida, conversou com os bombeiros antes de ser retirada, informando que o marido e a filha também estariam no local. Além de Kiara, outras três vítimas já foram retiradas e levadas ao hospital.

Seis ambulâncias prestaram socorros e uma aeronave da corporação sobrevoou o local com uma equipe de resgate. Ao todo, 112 bombeiros de cinco quartéis participaram dos resgates. O Corpo de Bombeiros alertou moradores dos prédios vizinhos para saírem da área e procurarem um local seguro, "porque corre risco de outro desabamento".

O prédio que desabou fica na Rua das Uvas, esquina com Avenida Areinhas. Ruas no entorno do foram interditadas para os trabalhos de resgate. Outro imóvel, onde funcionaria uma lan house, foi afetado no momento do desabamento, mas ninguém ficou ferido.

Subprefeita da Zona Oeste, Thalita Galhardo afirmou que há outras construções irregulares na região, dominada por milícia.

"Eu tenho feito muitas vistorias de ocupações irregulares, prédios condenados pela Defesa Civil. Realmente o entorno ali tem muita ocupação irregular. É uma coisa muito difícil você tirar morador, mas infelizmente as construções aqui não tem legalidade e acaba acontecendo este tipo de acidente", disse, em entrevista ao "Bom Dia Rio".

De acordo com o subsecretário de Defesa Civil do município do Rio, coronel Sérgio Simões, um problema com as fundações do prédio causou o desabamento. Segundo ele, as fundações não eram compatíveis com o número de pavimentos do imóvel. A estrutura só comportaria dois andares e não cinco, como foi construído. O órgão interditou outros seis prédios vizinhos, por medida de segurança.

Segundo o coronel, nem o prédio que desabou nem os seis vizinhos têm engenheiro responsável. Os moradores dos prédios interditados estão abrigados em casa de parentes.

A 32ª DP (Taquara/Jacarepaguá) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do desabamento.

O prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro também estiveram no local.

Em abril de 2019, 24 pessoas morreram em desabamento de dois prédios de construções irregulares na Muzema, bairro vizinho ao Rio das Pedras. Os prédios pertenciam a milicianos da região, de acordo com investigações da polícia.


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