Preço da gasolina e do gás de cozinha tem novo aumento


(Foto: Agência Brasil)

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) mais um aumento nos preços da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o conhecido gás de cozinha, vendidos às refinarias. O preço do litro da gasolina terá uma alta de 7,22%, enquanto o botijão de gás subirá 7,19%.

“Desta forma, a partir de sábado (9), o preço médio de venda do GLP, da Petrobras para as distribuidoras, passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por quilo, equivalente a R$ 50,15 por 13kg, refletindo em reajuste médio de R$ 0,26 por quilo”, informou a Petrobras, em nota.

Para a gasolina, o preço médio de venda, da Petrobras para as distribuidoras, passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, o que corresponde a reajuste médio de R$ 0,20 por litro.

No acumulado do ano, a alta no preço do litro da gasolina na refinaria chega a 62% e do gás, atinge 48%.

Polícia de preços

Os reajustes fazem parte da política de preços adotada pela companhia a partir da gestão de Pedro Parente, nomeado por Michel Temer logo após o golpe do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Política continuada na gestão atual do general Joaquim Luna e Silva, nomeado por Bolsonaro.

A chamada política de Preços de Paridade de Importação (PPI) vincula automaticamente o preço dos derivados nas refinarias ao comportamento do preço do produto em dólares no mercado internacional, acrescido dos custos de transporte.

Assim, os preços no mercado interno passaram a ser definidos com base no comportamento do preço no mercado internacional, do cambio e dos custos de transporte, sem nenhuma vinculação com os custos de produção nas refinarias nacionais, como era antes.

Como resultado, o custo da política ficou com a sociedade brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro faz bravata quando fala em reduzir preço dos combustíveis, já que não é compromisso do seu governo mudar a política de preços da estatal, que vem sendo vendida em fatias desde o governo Temer aos dias atuais.

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