Preço médio da gasolina bate novo recorde com Bolsonaro


(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O preço ao consumidor da gasolina comum subiu pela segunda semana seguida e atingiu o valor médio no país de R$ 7,270 o litro, o mais alto já registrado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O recorde anterior foi verificado na semana de 13 a 19 de março, quando o combustível estava sendo vendido a R$ 7,267, a primeira vez acima de R$ 7.

Dados do Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da ANP indicam que, na semana entre 17 e 23 de abril, a média por região foi menor no Sul, com R$ 7,109, e maior no Centro-Oeste, com R$ 7,440. O maior valor encontrado para a gasolina foi R$ 8,559 e o menor, R$ 6,190. A pesquisa envolveu 5.235 postos de abastecimento.

Na semana anterior, o preço médio do litro da gasolina no país estava em R$ 7,219 e, na semana de 3 a 9 de abril, em R$ 7,192. O aumento verificado da segunda para a terceira semana de abril foi de 0,7%. Na semana anterior, o crescimento havia sido de 0,37%.

De acordo com um estudo feito pela consultoria Global Petrol Prices, citado pelo portal Rede Brasil Atual, o Brasil é o segundo entre os países que registram os maiores preços da gasolina, ao mesmo tempo em que ocupa a nova colocação no ranking dos 15 maiores produtores de petróleo do mundo. O estudo leva em consideração o poder de compra da população nesses mesmos países. O Brasil só perde para a Noruega, onde a renda mensal média entre os trabalhadores é mais de 10 vezes a dos brasileiros. Nesse caso, mesmo pagando US$ 121 por 50 litros de gasolina, um norueguês compromete 2,11% de sua renda mensal. Enquanto um brasileiro gastará R$ 358, ou US$ 76,50 no combustível. O equivalente a 14,26% da atual renda média mensal.

A escalada do preço da gasolina se acentuou desde os primeiros meses do governo golpista de Michel Temer. Mas a primeira vez que o litro da gasolina comum passou de R$ 5 foi em março do ano passado, quando os postos do país cobraram, em média R$ 5,484 pelo litro do combustível. Em setembro do ano passado, o valor atingiu R$ 6,078.

A política de Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras foi adotada em outubro de 2016, como uma das primeiras medidas de Temer (MDB) e foi mantida pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), fazendo com que o preço dos derivados de petróleo no país fossem calculados com base nas variações no mercado internacional. O valor passou, então, a ser fortemente influenciado pelas mudanças no preço do dólar e do barril de petróleo e sujeito a reajustes que chegam a ser quase diários.

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