Prefeito recua e cancela festa do Réveillon no Rio


(Divulgação/Riotur)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou na manhã deste sábado (4) o cancelamento do Réveillon na cidade. Depois de várias semanas ainda acreditando na possibilidade de realizar a festa da virada que reúne tradicionalmente mais de um milhão de pessoas em Copacabana, Paes argumentou, contrariado, que a decisão se deu porque o comitê científico do estado não aprovou a comemoração - o comitê científico do município tinha outro entendimento sobre a situação da pandemia na cidade.

O Rio agora se une a outras 19 capitais brasileiras que também cancelaram o Réveillon como São Paulo, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Florianópolis e Porto Alegre.

“Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode”, escreveu nas redes sociais.

Além de atribuir o cancelamento ao comitê científico estadual, Paes ainda disse que não há como organizar uma festa “dessa dimensão, com muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para a preparação”.

“Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas”, disse.

O principal motivo que levou os prefeitos das capitais a cancelarem o Réveillon é o surgimento da nova variante ômicron, que possui alta taxa de transmissibilidade.

Carnaval

Diante da divergência, Paes disse que espera que a decisão sobre o Carnaval seja feita em cima de um consenso entre a comunidade científica.

"Óbvio que ciência não é exata, tem suas nuances, suas interpretações. Mas aqueles que vocalizam em nome da ciência precisam ter responsabilidade sobre o que dizem", afirmou.


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