Prefeitura derruba álibi de PMs acusados de matar jovens


Câmera de segurança: policiais atiram em dois jovens na moto - corpos encontrados em outro local (Reprodução)

Os depoimentos dos policiais acusados de terem executado a tiros dois jovens que viajavam numa moto na madrugada do último sábado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foram desmentidos por uma informação fornecida pela Prefeitura local nesta terça-feira. Os policiais tentaram forjar um álibi de que estavam fora da área de patrulhamento porque tinham ido ao hospital municipal de Belford Roxo ver a mãe de um deles que "tinha passado mal e estava no hospital". A informação foi prontamente desmentida pela assessoria de imprensa do município, que negou que a mãe do soldado tenha dado entrada naquela unidade de saúde entre a noite da última sexta-feira (11) e a madrugada de sábado.

A informação da assessoria foi fornecida a pedido do Globo, que tentava checar se o depoimento do soldado Jorge Luiz Custódio - versão confirmada pelo cabo Julio Cesar Ferreira dos Santos - correspondia aos fatos. Os depoimentos foram prestados na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ambos estão presos.

Os policiais militares alegaram que, quando voltavam do hospital, avistaram e abordaram os amigos Jhordan Luiz de Oliveira Natividade e Edson de Souza Arguinez, que estavam em uma moto.

Os PMs afirmam que os rapazes foram liberados logo em seguida. Eles foram presos em flagrante pelo assassinato dos jovens, que apareceram mortos a cerca de oito quilômetros de distância do local da abordagem.

Os familiares das vítimas conseguiram acesso a imagens da câmeras de segurança mostrando que os rapazes tinham sido abordados pelos PMs antes de aparecerem mortos. O cabo e o soldado não registraram a abordagem aos jovens na delegacia e nem no 39º BPM (Belford Roxo), onde são lotados.

De acordo com a perícia, Jhordan Luiz de Oliveira Natividade, de 17 anos, foi executado com um tiro na cabeça. Edson de Souza Arguinez, de 20 anos, tinha três perfurações causadas por tiros, uma nas costas e duas na barriga.

Jhordan pretendia se alistar no Exército, ao completar 18 anos, e realizar o sonho da avó ao seguir a carreira militar. Edson, que trabalhava como camelô, fazia planos de retomar os estudos no segundo ano do Ensino Médio e sonhava se formar em Contabilidade.


Edson, 17 anos, e Jhordan, 20 anos, viajavam em uma moto quando foram abordados pelos PMs (Reprodução)

'Amigo e trabalhador'

Durante o enterro de Edson na última segunda-feira (14), citado pelo Globo, parentes e amigos se mostravam indignados. O pai de Edson o tempo todo disse que o filho era “amigo e trabalhador”. A mãe, a dona de casa Renata Santos de Oliveira, disse que “é uma revolta, indignação, tristeza, um conjunto de sentimentos”, desabafou, afirmando que vai lutar por justiça..

"Aquelas imagens foram cruciais para mostrar a barbárie que fizeram com eles. Eu quero dizer que a justiça tem que ser feita. Eles têm que ser condenados e expulsos da corporação. Dois rapazes pretos não podem andar numa moto? Alguém viu o meu filho fazendo algo errado? Eles foram covardemente assassinados. Coloco a minha cara para que outros filhos não sejam os próximos amanhã. Temos que denunciar e a justiça tem que prevalecer", disse.


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