Prefeitura derruba 2 andares de prédio em Rio das Pedras


Técnicos da Prefeitura iniciam os trabalhos em Rio das Pedras (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Técnicos da Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) da Prefeitura do Rio de Janeiro iniciaram na manhã desta sexta-feira (11) o trabalho de demolição de dois pavimentos de um imóvel com sérios riscos de cair em Rio das Pedras, mesma comunidade onde no último dia 3 um prédio de cinco andares veio abaixo, matando pai e uma filha de dois anos e deixando outras quatro pessoas feridas, na Zona Oeste da cidade.

“As equipes da conservação estão escorando o prédio de baixo para cima para aliviar o peso para poder começar a demolição dos últimos andares. O prédio está muito danificado. Então precisamos escorar para segurança de todos”, disse a secretária de Conservação, Anna Laura Secco.

A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, ligada à Secretaria de Ordem Pública, foi acionada após moradores da Rua Estrela Dalva, nº 185, em Rio das Pedras, terem escutado estalos no imóvel de quatro pavimentos.

Após a realização de vistoria, os técnicos constataram que o 3° e o 4° andares têm que ser demolidos, pois causam sobrecarga nos andares inferiores, podendo ocasionar risco de desabamento de toda a estrutura.

Os agentes da Defesa Civil também interditaram de forma preventiva o prédio de quatro pavimentos que fica ao lado. Não foram constatados danos à estrutura deste imóvel, que tem previsão de liberação após a conclusão do trabalho das equipes nesta sexta-feira.

A Secretaria de Assistência Social está fazendo o cadastramento das famílias impactadas pelas interdições e avaliando suas necessidades.

Na semana passada, um prédio de cinco andares na Rua das Uvas, em Rio das Pedras, desabou matando Natan Gomes, de 30 anos, e a filha, Maitê Gomes Abreu, de 2 anos e 8 meses de idade. A esposa de Gomes, Kiara Abreu, de 26 anos, foi retirada dos escombros e permanece hospitalizada. Outras três vítimas também foram retiradas com vida dos escombros.

Milícias

A Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar o caso, integrada pelas delegacias distritais e especializadas 16ª DP (Barra da Tijuca), 32ª DP (Taquara), Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

A região é dominada por uma milícia, considerada a mais antiga do Rio de Janeiro.

Na quarta-feira, uma operação da Força-Tarefa da Polícia Civil de combate às milícias prendeu 18 suspeitos de integrarem as milícias de Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul. Entre os presos, a presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, que, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, funciona como cartório da milícia do local.

As milícias, lideradas por ex-PMs expulsos da corporação, exploram desde venda de segurança, gás, gato net, luz, água e internet a construção irregular de imóveis, atualmente maior fonte de renda dessas organizações criminosas, segundo a Polícia Civil.

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