Prefeitura vai desmontar Centro Aquático Olímpico e arena


Velódromo continua sob a responsabilidade do Governo Federal (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou o projeto do legado do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, nesta quinta-feira (22). Na prática, a Prefeitura vai desmontar a Arena do Futuro e o Centro Aquático Olímpico, além de conceder por 15 anos à iniciativa privada as Arenas Cariocas 1 e 2 e o Centro Olímpico de Tênis.

Atualmente, a Prefeitura é a responsável por administrar no Parque Olímpico a Arena 3 e a Via Olímpica. As Arenas Cariocas 1 e 2, o Velódromo, além do Centro Olímpico de Tênis estão sob a responsabilidade do Governo Federal.

O Parque Olímpico foi quase abandonado, a ponto de, em 2017, o procurador da República Leandro Mitidieri, coordenador do Grupo de Trabalho Olimpíadas, ao verificar o estado das arenas sob responsabilidade da União, constatou que apenas 30 pessoas administravam os equipamentos e somente cinco em regime exclusivo. A manutenção do velódromo sempre foi uma das maiores preocupações por possuir um tipo de madeira importada, que exige uso constante de ar condicionado.

No novo plano de legado, a Prefeitura continua responsável pela Arena 3, mas passará a gerenciar o Velódromo. Já as Arenas Cariocas 1 e 2 e o Centro de Tênis serão concedidos para a iniciativa privada, por 15 anos, com um valor de investimento de R$ 25 milhões. O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial no dia 21 de julho.

Além das instalações, o vencedor da iniciativa privada será responsável pela conservação predial de todo o Parque Olímpico, além da transformação da Arena 3 em um Ginásio Experimental Olímpico (GEO), construção de uma nova pista de atletismo e montagem de uma piscina olímpica no complexo.

O GEO da Arena Carioca 3 será administrado pela Prefeitura e terá capacidade para receber 850 alunos em horário integral, com 24 salas de aulas, laboratórios de ciência e mídias e duas salas multiuso. No planejamento, a escola terá a prática esportiva de oito modalidades: judô, lutas, tênis de mesa, futsal, basquete, handebol, voleibol e tiro com arco.

A população também deverá ganhar novos espaços para a prática esportiva no Parque Olímpico já que as atividades desenvolvidas atualmente na Arena Carioca 3 deverão ser transferidas para o Velódromo. A instalação de ciclismo passará a ser de uso comunitário.

A empresa que ganhar a licitação para explorar as Arenas 1 e 2 e o Centro Olímpico de Tênis também terá por atribuição erguer, próximo às Arenas Cariocas e no fundo da Arena Multiuso, uma nova pista de atletismo e uma das piscinas do Centro Aquático Olímpico.

A desmontagem da Arena do Futuro e do Centro Aquático custará R$ 78 milhões e terá duração de 18 meses. O investimento inclui também a transformação do ginásio de handebol em quatro novas escolas a serem construídas nos bairros de Rio das Pedras, Bangu, Santa Cruz e Campo Grande.

Segundo a Prefeitura, a Rio 2016 teve um orçamento de R$ 39,07 bilhões, sendo 57% provenientes de investimentos privados. Sendo que R$ 24,6 bilhões do valor foram aplicados em obras do legado urbano.

Do orçamento das três esferas de governo (R$ 31,67 bilhões), a Prefeitura do Rio investiu 61% do valor: R$ 19,31 bilhões. Desse investimento, R$ 13,41 bilhões foram provenientes do setor privado.

"A Arena Carioca 3 estava fechada, foi reaberta em janeiro e hoje atendemos mais de 1.200 pessoas em atividades esportivas gratuitas. No Parque Radical de Deodoro, reformamos a pista de mountain bike e a corredeira de canoagem está funcionando perfeitamente. Nossos atletas treinaram muito lá antes de irem para a Olimpíada", disse o secretário de Esporte, Guilherme Schleder.

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