Prescrição de remédio ineficaz pode virar crime
- 21 de mai. de 2021
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Em um ato de retaliação aos médicos que ainda prescrevem o "tratamento precoce", o presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), protocolou nesta sexta-feira (21) um Projeto de Lei (PL) que criminaliza a recomendação de uso de remédios cujos efeitos não tenham eficácia científica contra a doença.
"O projeto é necessário. Temos visto muita gente que não sabe nada de saúde prescrevendo remédio na Internet. Um monte de fake news. Não podemos permitir isso no Brasil", justificou Omar Aziz em entrevista ao portal Poder360.
Embora o senador amazonense não tenha citado diretamente o presidente da República, o projeto vai de encontro à recomendação recorrente por parte de Jair Bolsonaro e dos seus apoiadores de remédios ineficazes contra a Covid-19.
Nesta quinta-feira (20), Bolsonaro voltou a dar mal exemplo, ao dizer que está se automedicando com cloroquina. "Não vou falar o nome para não cair a live. Aquele negócio que o pessoal usa para combater a malária, eu usei lá atrás e no dia seguinte tava bom. E vou dizer mais: há poucos dias estava me sentindo mal e, antes mesmo de procurar o médico... Olha só que exemplo estou dando: tomei depois aquele remédio porque estava com sintoma. Tomei, fiz exame, não estava (doente). Mas, por precaução, tomei ", disse ele.
O governo, inclusive, criou um protocolo chamado "tratamento precoce", que inclui cloroquina e ivermectina, como remédios para combater o coronavírus, embora sejam condenados cientificamente pelas agências internacionais de saúde e a própria agência brasileira, a Anvisa, para tratamento de pacientes com Covid-19..
O presidente da CPI ainda sustenta que diversas pesquisas foram feitas, e não foram constatados efeitos inibidores do vírus após o uso destes medicamentos.









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