Preservar oceanos é fundamental para tráfego marítimo

O transporte marítimo é um modal indispensável da economia mundial, sendo responsável por 80% das cargas do comércio mundial. Atualmente, existem cerca de 2 mil regiões portuárias no mundo para receber essas embarcações. Todo o tráfego marítimo é regido por convenções internacionais, como a Organização Marítima Internacional (IMO), para garantir a segurança de todo sistema que envolve as embarcações e portos.

Foto: Thanasis Papazacharias / Pixabay

A preservação do meio ambiente é um dos desafios que o tráfego marinho tem pela frente, de acordo com o professor Bernardo Andrade, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica (Poli) da USP. Entre as metas estabelecidas pela IMO, está a redução das emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2030, chegando a zero até o final do século. As metas foram estabelecidas baseadas nas emissões de gases de 2008.


“O transporte marítimo é, na realidade, uma grande cadeia global logística que permite a movimentação de exportação, importação de cargas e movimenta a economia de todos os países”, diz ele.


Segundo Andrade, devido ao tamanho da cadeia de transporte marítimo mundial, uma forte regulamentação está em vigor para evitar riscos e perdas. Mas, a normatização desse modal prevê a responsabilidade das embarcações no âmbito ambiental, estabelecendo regras em torno da poluição gerada por navios nos oceanos e na atmosfera.


O Brasil também é signatário das convenções marítimas, o que estabelece que qualquer embarcação em águas nacionais e na região costeira do País deve respeitar as regras da IMO, independentemente do tipo de embarcação e navegação.


“As embarcações e os operadores são obrigados, aqui no Brasil, a respeitar a legislação internacional. Se não seguirem as normas não podem ser aceitos nos portos", explica.


O mesmo vale para as embarcações brasileiras em águas estrangeiras. O não cumprimento das normas pode causar um prejuízo muito maior, levando em conta a movimentação de cargas que entram e saem do país, e considerando também que grande parte da economia nacional depende das exportações, especialmente de commodities, feitas por navios.


*Com informações do Jornal da USP.

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