Presidente da Câmara diz que não vê clima para anistia aos golpistas
- 14 de ago. de 2025
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta quinta-feira (14) não haver "clima para anistiar quem planejou matar pessoas", em referência aos envolvidos na trama golpista à época da eleição presidencial de 2022, incluindo os ataques do 8 de Janeiro.
"Pelo menos com quem eu converso, não vejo clima para anistiar quem planejou matar pessoas. Há, sim, uma preocupação com penas exageradas, e talvez um projeto alternativo tenha um ambiente melhor entre partidos de centro", disse Motta, em entrevista à GloboNews, ao comentar sobre a possibilidade de a Câmara aprovar um projeto de anistia, defendido pelos deputados bolsonaristas, que beneficie especialmente Jair Bolsonaro (PL) e seu entorno, que é acusado de planejar, segundo as investigações da Polícia Federal, os assassinatos do presidente Lula, seu vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Ninguém quer fazer nada na calada da noite, de forma atropelada. O que aconteceu no 8 de Janeiro foi muito grave, e isso precisa ficar registrado para que, assim como aconteceu na última semana, no plenário da Casa, esses episódios não voltem a se repetir.", acrescentou Motta.
De acordo com o presidente da Câmara, o Brasil vive uma "instabilidade institucional" com a prisão de Bolsonaro e o tarifaço dos Estados Unidos.
"Bolsonaro sendo julgado, com decisão de prisão domiciliar, o que ajudou o clima de ebulição. Temos um ambiente internacional de muita instabilidade, por decisões recentes do presidente Trump acerca do Brasil. Temos o atual presidente da República, o único presidente três vezes eleito e se preparando para uma quarta eleição, temos uma antecipação do ambiente eleitoral."
Sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo de Donald Trump contra interesses do Brasil, Motta disse que não há previsão regimental para “mandato à distância” e criticou a conduta do filho "Zero Três" de Jair.
"Não existe mais ou menos deputado. Quero registrar nossa total discordância com atitudes que trazem prejuízos a pessoas e empresas e não deveriam estar no debate político."









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