Presidente da Petrobrás renuncia e estatal nomeia interino
- 4 de jan. de 2023
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Caio Paes de Andrade não é mais o presidente da Petrobrás. Sem esperar a nomeação do substituto - que será Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -, ele formalizou nesta quarta-feira (4) sua renúncia à presidência da estatal. Oficialmente, segundo o G1, o Conselho de Administração da estatal aprovou o "encerramento antecipado do contrato".
Com o cargo vago, o conselho nomeou como presidente interino o atual diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen.
Andrade foi indicado pelo governo Bolsonaro, e para ficar em seu lugar, o governo Lula indicou o senador Jean Paul Prates (PT-RN).
Sob a gestão Bolsonaro, a maior empresa brasileira passou por diversos revezes, principalmente na cadeira da presidência, uma vez que ele demitiu três presidentes da estatal como estratégia para evitar desgaste político ante os sucessivos aumentos dos combustíveis ao consumidor - a alternativa que tinha era a de mudar a política de preço de paridade internacional, mas evitou a todo custo um desgaste do governo junto ao mercado, que era uma de suas principais bases de apoio.
Nesta quarta-feira, Jean Paul Prates defendeu rever a política de preços da empresa. Segundo ele, os preços praticados obedecem ao cálculo da importação mesmo quando a produção do combustível é feita no Brasil. "A gente tem que ter um preço que reflita o fato de a gente produzir no Brasil. É só isso. Não tem por que se assustar com isso", afirmou, conforme a Folha de S. Paulo.
Para ele, uma coisa é usar como referência o mercado internacional. "Outra é dizer que na refinaria de Duque de Caxias você tem que praticar o [preço do] diesel de Roterdã mais o [custo com o] navio que traz ele, mais o [valor para usar o] duto para chegar à refinaria... Sendo que esse diesel foi produzido ali", disse.
Prates estima assumir interinamente a presidência em cerca de dez dias caso sua indicação seja aprovada pelo conselho da empresa. Em 30 dias depois disso, uma assembleia precisa referendar o nome dele no comando da companhia.









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