Presidente do Flamengo denunciado por fraude milionária


(Foto: Marcelo Cortes/CRF)

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi denunciado pelo Ministério Público Federal de Brasília por crime de gestão fraudulenta, com base na Lei 7.492/1986, chamada lei do colarinho branco. Landim e outras quatro pessoas são acusados de terem atuado em uma operação financeira que causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões a fundos de pensão de funcionários de estatais. A informação foi publicada no Globo.

Na denúncia remetida à Justiça Federal, os procuradores citam "fatos criminosos" praticados pela Mare Investimentos, um private equity voltado para o setor de óleo e gás fundado por Landim, responsável por gerir, entre 2011 e 2016, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Brasil Petróleo 1, que captou recursos da Funcef (aposentados da Caixa), Petros (da Petrobras) e Previ (do Banco do Brasil). Cálculos da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) apontam que a Funcef e a Petros tiveram prejuízo de R$ 92 milhões, cada, enquanto a Previ perdeu R$ 69 milhões.

De acordo com o MPF, autoridades da Suíça comunicaram suspeitas de lavagem de dinheiro realizada por meio de uma conta mantida por Rodolfo Landim no banco Credit Suisse entre 2008 e 2012. O caso foi remetido para investigação da Polícia Federal.

A investigação faz parte da Operação Greenfield, da Procuradoria da República no Distrito Federal, que apura prejuízos milionários aos fundos de pensão.

Nesta semana, Rodolfo Landim foi nomeado pela Justiça como um dos interventores para assumir o comando da CBF. Segundo o Globo, a defesa de Landim nega irregularidades.

A assessoria de comunicação do Flamengo afirmou que o assunto "em nada diz respeito ao clube".

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