Presidente iraniano pede ação global após ataque a centro médico
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Teerã (Prensa Latina) - O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu nesta sexta-feira (3) que organizações internacionais de saúde e a comunidade médica global tomem medidas contra ataques a instalações de saúde, após o atentado ao Instituto Pasteur em Teerã.
Em uma mensagem publicada na plataforma X, o presidente questionou o significado de atacar hospitais, empresas farmacêuticas e centros de pesquisa médica, e descreveu o incidente como um “crime contra a humanidade”.
“Como médico, apelo à Organização Mundial da Saúde, à Cruz Vermelha, aos Médicos Sem Fronteiras e a todos os médicos do mundo para que tomem medidas contra este claro crime contra a humanidade”, afirmou.
As autoridades iranianas relataram que o Instituto Pasteur, um dos mais importantes centros de saúde pública e pesquisa do país, foi alvo de um ataque orquestrado pelos Estados Unidos e por Israel.
Da mesma forma, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, condenou o ataque, classificando-o como “trágico, brutal, desprezível e vergonhoso”.
Baghai enfatizou que o instituto, fundado em 1920 em cooperação com o Instituto Pasteur de Paris, é um dos centros científicos mais antigos e prestigiados da região, e denunciou o ataque como uma violação dos princípios humanitários.
“Este não é apenas um crime de guerra comum em meio a uma guerra ilegítima, mas um ataque brutal contra valores humanos fundamentais”, afirmou.
O incidente ocorre em meio ao conflito que começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, uma escalada que deixou milhares de mortos e feridos.
Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra Israel, bem como contra interesses dos EUA em vários países árabes, em um cenário de crescente tensão regional.





