Presidente ucraniano recua diante do cerco a Kiev


(Sputnik/Konstantin Mikhalchevsky)

Falando em rede nacional nesta sexta-feira (25), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs abrir negociações ao presidente russo, Vladimir Putin, para cessar as ações militares na Ucrânia, enquanto tropas russas cercam a capital, Kiev. Mais cedo, Zelensky se disse abandonado pelo Ocidente.

"Quero me dirigir novamente ao presidente da Federação Russa. A luta continua por toda a Ucrânia. Vamos sentar à mesa de negociações para impedir as fatalidades humanas", disse Zelensky, após uma declaração do assessor do presidente ucraniano, Mikhail Podolyak, que afirmou que o governo "sempre deixa espaço para negociações", apesar de uma "invasão em grande escala" pelas tropas russas.

Juntamente com a oferta de negociações com a Rússia, a Ucrânia deu um golpe em países europeus que Zelensky sentiu que não mostraram prontidão "para lutar" com seu país e "ver a Ucrânia na Otan".

Horas antes, durante uma reunião do Conselho de Segurança russo, Putin exortou as Forças Armadas da Ucrânia a “tomar o poder” no país e negociar a paz com Moscou. Ele também acusou o governo de Kiev e os “neo-nazistas” de usar civis como “escudos humanos” em meio à ofensiva da Rússia na Ucrânia.

Após o aceno do presidente ucraniano, Kremlin se manifestou pronta para iniciar negociações, podendo enviar uma delegação representando setores militares e civis do governo, segundo noticiou a agência RT.

Volodymyr Zelensky afirmou que está “pronto para discutir o status neutro da Ucrânia”, disse o porta-voz Dmitry Peskov, destacando que "desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, são partes essenciais de um status neutro”.

A declaração para um engajamento de acordo de paz ocorreu após os combates continuados durante a noite entre as forças ucranianas e russas depois que Putin ordenou que tropas avançassem com o objetivo expresso de buscar "desmilitarizar" as forças armadas de Zelensky. Membros da União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Otan condenaram as ações da Rússia como um ataque "não provocado", impondo sanções ao país em retaliação.

O Kremlin diz que sugeriu a capital bielorrussa de Minsk como o local para as negociações, mas a Ucrânia recusou e disse que deveria ser Varsóvia, na Polônia. No entanto, Moscou afirma que Kiev então cortou as comunicações por completo, enquanto ordenava que unidades militares tomassem posições em áreas densamente povoadas da capital ucraniana, de acordo com Dmitry Peskov.

"O lado ucraniano disse que reconsiderou a ideia de realizar negociações em Minsk, escolheu Varsóvia e desapareceu", disse o porta-voz do Kremlin a repórteres já na noite desta sexta-feira.

Moscou lançou um ataque militar em grande escala contra a Ucrânia desde a manhã de quinta-feira. O objetivo declarado da operação é desmilitarizar o país e reprimir as forças radicais, que se infiltraram em algumas partes das forças armadas e policiais ucranianas.

Putin afirmou que a ação militar era necessária para garantir que a Rússia não seja ameaçada pela OTAN a partir do território ucraniano e para impedir os ataques ucranianos às Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. Moscou reconheceu suas independências da Ucrânia na segunda-feira.


Com informações da RT e Sputnik

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