Preso bombeiro que teria ligação com a morte de Marielle


Policiais civis do Rio de Janeiro chegam ao condomínio de luxo, onde mora o acusado (Imagem/Reprodução)

Na mira dos investigadores desde o ano passado, o sargento do Corpo de Bombeiros, Maxwell Corrêa, foi preso na manhã desta quarta-feira (10) em condomínio de luxo na Zona Oeste do Rio de Janeiro por possível ligação com a morte da vereadora.

A detenção do bombeiro, mais conhecido como Suel, foi realizada pela Polícia Civil em operação conjunta com o Ministério Público do RJ.

De acordo com investigações, Suel tem ligação com o PM reformado Ronnie Lessa, que foi apontado como o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Maxwell Simões Corrêa, de 44 anos, foi detido em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, ao passo que é suspeito de ter ajudado Ronnie a se livrar das armas possivelmente usadas no crime ao jogá-las no mar após Ronnie ter sido preso em março de 2019.

Segundo os investigadores, amigos de Ronnie conduziram uma complexa operação para remover armas de um imóvel em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que poderiam comprometer ainda mais o PM reformado.

Apesar da suspeita de envolvimento, o bombeiro disse em depoimento que no dia do assassinato de Marielle Franco ele tinha levado sua mulher a um médico em Botafogo, e que só chegou à Barra da Tijuca, entre às 20h30 e 21h00.

Clã Bolsonaro

Nascida no Complexo de favelas da Maré, na capital fluminense, Marielle Francisco da Silva, a Marielle Franco, se elegeu vereadora do Rio de Janeiro durante as eleições municipais de 2016, e obteve na ocasião a quinta maior votação no sufrágio.

Defensora dos direitos humanos e crítica de certas práticas policiais, a vereadora do PSOL foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018 junto com seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no bairro carioca do Estácio.

De acordo com a polícia, o crime foi cometido por Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz, ligados ao "Escritório do Crime", uma das milícias mais temidas do Rio, com ramificações políticas que levam ao clã Bolsonaro.

Mandante do crime

O delegado titular do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), Antônio Ricardo Lima Nunes, afirmou nesta quarta-feira (10), segundo relato do jornal O Globo, que espera prender ainda em 2020 os mandantes do assassinato da vereadora e de seu motorista.

— Estamos trabalhando sem descanso para prender os mandantes desse crime. Ao longo dessa investigação já prendemos mais de 65 pessoas, apreendemos dezenas de armas e já existem diversas investigações que se desdobraram. Acreditamos que iremos solicitar esse caso ainda neste ano — destacou o policial.


Com Sputnik Brasil

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