Pressionado por crises, Boris Johnson renuncia no Reino Unido


Boris Johnson, primeiro-ministro britânico renunciou nesta quinta-feira (Reprodução)

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, confirmou nesta quinta-feira (7) que vai mesmo deixar o cargo. Condenando o que descreveu como "instinto de manada" muito forte, ele afirmou que pretende sair de cena quando o Partido Conservador designar novo líder.

"Concordei que o processo de escolha de um novo líder [do Partido Conservador] deve começar de imediato", disse Johnson à porta do número 10 de Downing Street, a residência e gabinete oficial do primeiro-ministro.

A demissão do líder conservador ocorre após a saída de mais de meia centena de membros do Executivo nas últimas 48 horas.

"É claramente a vontade do grupo parlamentar conservador que haja novo líder do partido e, portanto, um novo primeiro-ministro", anunciou.

Sem pedir desculpa pelos escândalos e polêmicas que levaram à demissão, ele disse que tentou convencer os colegas, ao longo dos últimos dias, de que seria "excêntrico" mudar de governo perante os "bons resultados" dos últimos três anos, mas também perante um cenário econômico difícil.

"Na política ninguém é indispensável para sempre", afirmou Johnson. "Estou muito triste por abandonar o melhor emprego do mundo, mas é assim que as coisas são", completou.

"Lamento não ter tido sucesso em convencer os colegas. Mas o instinto de manada é muito poderoso, quando a manada se mexe todos se mexem", acrescentou o primeiro-ministro em referência às dezenas de demissões dos últimos dias.

Partygate

O último escândalo, ao promover a vice-líder do Partido Conservador no Congresso um político acusado de ter apalpado dois homens em um clube privado de Londres, foi a gota d'água que faltava para Jonhson se vê obrigado a renunciar.

O premiê já foi acusado de mentir por consecutivas vezes, como quando violou as regras criadas por seu próprio governo e promoveu festas no jardim da residência oficial do governo, em Downing Street durante o período de lockdown da pandemia. As imagens das festas foram divulgadas pela imprensa e revoltaram os britânicos, então obrigados a cumprir isolamento social e manter distanciamento por causa da covid-19. O caso ficou conhecido como Partygate.

'O palhaço está saindo'

Comentando a iminente saída do alto responsável britânico, Vyacheslav Volodin, presidente da Duma da Rússia, a câmara alta do parlamento do país, o chamou de "palhaço" e "patrono" de Vladimir Zelensky (presidente da Ucrânia).

"O palhaço está saindo [...] O amigo próximo e patrono de Zelensky, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, é forçado a deixar seu posto. Ele não conseguiu sobreviver, apesar de todos os seus esforços e empenho", escreveu Volodin no seu canal no Telegram.

"Boris Johnson está por trás do bombardeio de nossas cidades pacíficas, Belgorod, Kursk. Os súditos britânicos deveriam saber disso", acrescentou Volodin.

De acordo com o presidente da Duma russa, Johnson é "um dos principais ideólogos da guerra contra a Rússia até o último ucraniano".

"Os líderes dos países europeus devem pensar ao que leva tal política."


Com informações da Sputnik

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