PRF agora diz não compactuar com a abordagem de Genivaldo


(Reprodução)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou no sábado (29) um vídeo institucional nas redes sociais no qual afirma que não compactua com a abordagem feita pelos policiais envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida na BR-101, em Sergipe, na última quarta-feira (25) no município de Umbaúba.

De acordo com o coordenador-geral de comunicação institucional, Marco Territo, a abordagem feita pelos policiais não está de acordo com as diretrizes internas da corporação.

“Assistimos com indignação os fatos ocorridos na cidade de Umbaúba (SE), em que uma ação envolvendo policiais rodoviários federais resultou na morte do senhor Genivaldo de Jesus Santos. Não compactuamos com as medidas adotadas durante a abordagem ao senhor Genivaldo. Os procedimentos vistos durante a ação não estão de acordo com as diretrizes expressas em cursos e manuais da nossa instituição. A ocorrência dessa última quarta-feira e a morte recente de dois PRFs no estado do Ceará implicou na avaliação interna dos padrões de abordagens. Afirmo que já estamos estudando os nossos procedimentos de formação, de aperfeiçoamento e operacionais para ajustar o que for necessário a fim de prestar um serviço de excelência que o órgão vem fornecendo ao povo brasileiro”, declarou.

Territo também ressaltou que a PRF abriu processo disciplinar contra os policiais envolvidos no caso e os afastou das atividades.

“A conduta isolada não reflete o comportamento dos mais de 12 mil policiais rodoviários federais, homens e mulheres de honra, que anualmente abordam mais de 10 milhões de pessoas que circulam pelas rodovias federais”, afirmou.

Imagens veiculadas na internet mostram a vítima imobilizada e colocada em uma viatura com gás lacrimogêneo dentro. Genivaldo se debate com as pernas para fora enquanto um policial rodoviário mantém a tampa do porta-malas abaixada, impedindo-o de sair. Genilvado teria sido parado pelos agentes por trafegar de moto sem capacete. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), a morte foi causada por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. Um sobrinho e Genivaldo, que o acompanhava, contou que avisou aos policiais que o tio possuía transtornos mentais, com diagnóstico de esquizofrenia.

O vídeo institucional da PRF publicado no sábado reflete uma mudança de comportamento da corporação. Na quarta-feira (25), a PRF havia informado em nota: “Em razão de sua agressividade, foram empregados técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção.”

Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL), em defesa dos policiais, disse que não sabe o que Genivaldo "tinha na cabeça", e comparou o caso com os dois policiais rodoviários no Ceará mortos por um morador de rua que abordaram.

A Polícia Federal (PF) em Sergipe instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Genivaldo.

O Ministério Público Federal também abriu um procedimento para apurar o crime.

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