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Primeiro cruzeiro 'zero emissão' terá velas solares

A empresa norueguesa de cruzeiros marítimos Hurtigruten Norway divulgou esta semana o desenvolvimento de um projeto que poderá se tornar referência para a navegação e transporte de passageiros. Trata-se de um navio elétrico que possui velas retráteis cobertas por painéis solares e não gera emissões. O 'Sea Zero' tem previsão para zarpar em 2030. Nos próximos anos, a empresa pretende adequar toda a sua flotilha à navegação sem emissões.

Divulgação

A embarcação elétrica funcionará por energia eólica e solar, será equipada com baterias que poderão ser carregadas no porto e que também serão alimentadas por velas retráteis cobertas por painéis fotovoltaicos. O cruzeiro terá 270 cabines para acomodar 500 hóspedes e 99 tripulantes. O formato aerodinâmico oferece menor resistência do ar, reduzindo ainda mais o uso de energia.


Os passageiros também serão convidados a economizar energia e água por meio de um aplicativo móvel interativo, uma forma de minimizar seu próprio impacto climático.


Gerry Larsson-Fedde, vice-presidente sênior de operações marítimas da Hurtigruten Norway, explica que as baterias do cruzeiro elétrico terão um alcance de 300 a 350 milhas náuticas, o que significa que durante uma viagem de ida e volta de 11 dias o navio teria que ser carregado cerca de sete ou oito vezes.


Para reduzir a dependência, as três velas retráteis que têm altura máxima de até 50 metros irão auxiliar na propulsão. As velas, segundo ele, serão cobertas por um total de 1.500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos, responsáveis por gerar energia durante a navegação.


"Na Noruega, embora às vezes possa ser escuro no inverno, ainda temos sol no sul. E temos sol 24 horas por dia no verão. Seremos superalimentados pelo sol da meia-noite acima de tudo", diz ele.

O cruzeiro está sendo desenvolvido pela Hurtigruten Norway e outros 12 parceiros marítimos, além do instituto de pesquisa norueguês SINTEF. Considerada uma empresa pequena, ela conta atualmente com uma frota de oito navios, cada um com capacidade para 500 passageiros.

Divulgação

Para a CEO da companhia, Hedda Felin, a inovação pode “inspirar toda a indústria marítima”.


"Somos dependentes do oceano e do meio ambiente. Esse é o nosso produto: oceanos limpos, portos limpos… Queremos impulsionar e ser líderes em sustentabilidade, pois acreditamos que nossa indústria é muito lenta e não é ambiciosa o suficiente", afirma.


Veja o vídeo

Emissões


A indústria naval é responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), órgão da ONU que regula a navegação global. Em 2018, a IMO introduziu uma meta para reduzir as emissões em pelo menos metade até 2050.


*Com informações da CNN Travel


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