Procurador quer suspender remuneração de Moro paga pela Odebrecht


(Fotos Públicas)

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, solicitou ao tribunal que avalie suspender todos os pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, da qual o ex-juiz Sérgio Moro se tornou sócio-diretor desde novembro passado.

O procurador argumenta que pode haver conflito de interesses, uma vez que a Odebrecht entrou em situação de insolvência depois que foi investigada pela Operação Lava Jato do Paraná e Moro, como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, pode ter contribuído para atual conjuntura da empresa. A Alvarez & Marsal é administradora da recuperação judicial da construtora, que já foi a maior do país e sexta maior do mundo até antes da Lava Jato. Em 2017, a empresa já havia despencado para a 60ª colocação no ranking das maiores construtoras do mundo.

No documento encaminhado ao TCU, Lucas Furtado avalia que, "na qualidade de juiz, a atuação do Sr. Sérgio Moro, seja nas decisões proferidas nos processos judiciais, seja nas exigências contidas nos acordos de leniência, pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa".

O subprocurador-geral ainda escreveu em seu ofício para o TCU "avaliar a conveniência e oportunidade de se estabelecer, cautelarmente, a suspensão de qualquer pagamento à empresa Alvarez & Marsal, no âmbito da recuperação judicial da empresa Odebrecht S.A., até que o tribunal avalie o mérito da questão",

Furtado também recomendou que o TCU solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso ao arquivo da Operação Spoofing, com as trocas de mensagens entre os investigadores da Operação Lava-Jato e o então juiz Sergio Moro.

"Disputas e investigações"

Moro foi contratado pela Alvarez & Marsal, segundo a empresa, para atuar na área de "disputas e investigações". Na ocasião, a empresa divulgou um comunicado em que explicava:

"Consultoria global de gestão de empresas, a Alvarez & Marsal (A&M) anuncia a chegada de Sérgio Fernando Moro como sócio-diretor, com sede em São Paulo, para atuar na área de Disputas e Investigações. A contratação de Moro está alinhada com o compromisso estratégico da A&M em desenvolver soluções para as complexas questões de disputas e investigações, oferecendo aos clientes da consultoria e seus próprios consultores a expertise de um ex-funcionário do governo brasileiro", diz o comunicado.

A Alvarez & Marsal tem entre seus quadros de sócios-diretores ex-funcionários de órgãos de Estado norte-americanos que tiveram acesso de forma ilegal ou suspeito à Operação Lava Jato do Paraná, tais como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Agência Nacional de Segurança, esta, acusada de fazer espionagem na Petrobras e na Presidência da República no governo Dilma Rousseff, conforme denúncias divulgadas pelo jornalista Julian Assange, no WikiLeaks.


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