Protesto em Brasília segue padrão de atos antidemocráticos


Na primeira foto, o protesto deste domingo, e, na sequência, protestos antidemocráticos investigados (Reprodução)

Nos protestos deste domingo (28) contra o lockdown decretado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, chamou atenção um fato inusitado: as faixas carregadas pelos manifestantes tinham absolutamente o mesmo padrão e tipologia das faixas das manifestações pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso, pela intervenção militar e a favor do AI-5 que ocorreram em março do ano passado.

No inquérito instaurado pelo STF para investigar os atos antidemocráticos, o ministro relator Alexandre de Moraes havia destacado que um dos objetivos era apurar e identificar os financiadores das manifestações.

O que se viu neste domingo em Brasília foi um desfile padronizado, tanto de faixas como de algumas lideranças. Representantes de diferentes setores produtivos participaram da mobilização feita em frente à casa do governador do DF, no Lago Sul, com cartazes e faixas. Nas fotos reproduzidas nesta matéria vê-se claramente a "coincidência" de padrão. Com a diferença de, em vez de "CONTRA OS VÍRUS DO STF E DO CONGRESSO, ÁLCOOL E FOGO! FODAM-SE" e "INTERVENÇÃO MILITAR FECHEM O STF E O CN COM BOLSONARO PRESIDENTE", os slogans dessa vez eram outros: "GOVERNADOR, O COMÉRCIO SANGRA" e "NÃO SUPORTAMOS OUTRO LOCKDOWN".

Além dos empresários descontentes com o lockdown decretado pelo governador ante o iminente colapso no sistema de saúde do Distrito Federal, chamou atenção também a presença da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) na manifestação. Ela é investigada no inquérito que apura o financiamento dos atos antidemocráticos e é, atualmente, candidata a disputar a Presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a mais importante da Casa.

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