Protestos em Cuba: Díaz Canel responde a Joe Biden


Presidentes de Cuba, Miguel Díaz Canel (Foto: Granma), e dos EUA, Joe Biden (Reprodução)

O presidente de Cuba, Miguel Díaz Canel, respondeu nesta sexta-feira a seu homólogo americano, Joe Biden, que criticou o governo cubano e apoiou os protestos de 11 e 12 de julho organizados por meio de campanhas nas redes sociais. Segundo Díaz Canel, se o presidente dos Estados Unidos quiser ajudar mesmo a ilha, seu governo deve levantar o embargo econômico imposto desde 1962, e recrudescido por Donald Trump a partir de 2017. Biden havia dito que Cuba é "um Estado falido que reprime seus cidadãos".

A resposta do presidente cubano veio por meio de rede social: “Um Estado falido é aquele que, para agradar a uma minoria reacionária e chantagista, é capaz de multiplicar os danos a 11 milhões de seres humanos, ignorando a vontade da maioria dos cubanos, americanos e da comunidade internacional”, escreveu Canel, que disse também que "os Estados Unidos fracassaram em seu esforço para destruir Cuba, embora, para isso, tenham gasto bilhões de dólares.”

Biden disse estar aberto a enviar "quantidades significativas" de vacinas contra a covid-19 para a ilha caribenha, que vem desenvolvendo suas próprias vacinas, em meio a uma grave crise econômica e aumento de casos de coronavírus.

De acordo com o presidente de Cuba, se Biden "tivesse uma preocupação humanitária sincera com o povo cubano, poderia eliminar as 243 medidas aplicadas pelo presidente Donald Trump", destacou as "mais de 50 cruelmente impostas durante a pandemia, como primeiro passo para acabar com a bloqueio".

"Estado falido é aquele que, para agradar a uma minoria reacionária e chantagista, é capaz de multiplicar os danos a 11 milhões de seres humanos, ignorando a vontade da maioria dos cubanos, americanos e da comunidade internacional."


"Representante do governo de Cuba

Nos Estados Unidos, devido à ineficácia de seu governo, muitas das 600 mil mortes causadas pela Covid-19 não puderam ser salvas. Tem um registro vergonhoso de guerras e violência; repressão brutal e assassinatos de cidadãos pela polícia; racismo e violações dos direitos humanos."


Com informações do Página 12

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