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Pré-candidato ao Senado e ex-secretário de Polícia são alvos da PF no Rio

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

(Foto: Reprodução/Redes Sociais/Marcus Amim e Márcio Canella
(Foto: Reprodução/Redes Sociais/Marcus Amim e Márcio Canella

O ex-prefeito de Belford Roxo e atual pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil-RJ) e o ex-secretário de Polícia Civil delegado Marcus Amim foram alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.


A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio - que movimentou R$ 7,6 bilhões - em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.


Investigado como "braço político do grupo", Canella foi preso em flagrante por porte ilegal de arma restrita - um fuzil foi encontrado no carro do político. Ele era inicialmente alvo de um mandado de busca e apreensão nesta etapa da operação,


"Operação Unha e Carne VI - um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo", informou a PF .


Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e Rio de Janeiro. Além do ex-prefeito e do delegado, há um policial civil e um ex-policial militar entre os alvos.


A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.


Um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF, apontou que o esquema do grupo criminoso investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.


“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF na nota.


Na operação, os policiais apreenderam na casa de um dos alvos, no bairro de Camboinhas, em Niterói, cinco revólveres, um fuzil, munição, relógios, joias, dinheiro (real, dólar, libra e euro) e quatro veículos de luxo.


Na casa de outro alvo, essa no bairro de Piratininga, também em Niterói, foram apreendidos dois carros de luxo.


Segundo a PF, a ação desta terça-feira faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, “iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635”.


Márcio Canella foi eleito vereador, deputado estadual e prefeito de Belford Roxo, onde cumpriu mandato entre 2025 e 2026. Em abril deste ano, deixou o cargo para se candidatar nas próximas eleições.


Ex-secretário de Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil informou que a corregedoria geral do órgão abriu uma investigação interna para apurar os fatos relacionados ao ex-secretário Marcus Amim. E informou ainda que “acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com eventuais desvios de conduta”, além de reafirmar seu compromisso com a transparência e a correta prestação do serviço público à sociedade.


Operação Unha e Carne

Na última quinta-feira (2), o pastor e dono de fábrica de cigarros Marcio Poncio teve a prisão decretada, ao lado do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Poncio e Bacellar foram citados em anotações de Adilsinho, principal produtor e distribuidor de cigarros ilegais, como destinatários de pagamentos indevidos, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro.


Bacellar é investigado desde a primeira fase da operação, em dezembro de 2025, por sua ligação com TH Joias, apontado pela PF como articulador político do Comando Vermelho. Na fase seguinte, foi preso o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, acusado de atuar como informante de Bacellar, que voltou a ser preso na terceira fase da operação. Em outra fase da operação, foi preso o deputado estadual Thiago Rangel por suspeita de fraudes em obras na área da educação. As operações vêm sendo autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, que determinou à PF que investigue “a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”.

 
 
 

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