Psicólogos voluntários prestam apoio emocional online a profissionais de saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem manifestado preocupação com o estado mental dos profissionais de saúde expostos à pandemia. O estresse e a pressão do trabalho de médicos, enfermeiros e equipes que cuidam diretamente dos infectados pela Covid-19, além do risco de adoecer, levam a problemas de saúde mental, como a síndrome de burnout (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso), a ansiedade e a depressão. Para ajudar os trabalhadores da saúde, conselhos e grupos de psicólogos se organizaram para oferecer ajuda voluntária pela internet.

Foto: Cofen

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), disponibizou um chat que realizou quase mil atendimentos entre os dias 26 e 29 de março. Uma fila começou a se formar no atendimento e o conselho aumentou o número de atendentes para dar conta. Ao todo, 150 profissionais da área de saúde mental prestam apoio. A maior procura vem dos estados mais atingidos: Rio e São Paulo. Mas, há pessoas do país inteiro pedindo aconselhamento. Um dos problemas mais comuns entre dos profissionais de saúde é o medo de contaminar a família. A falta de equipamento individual de proteção e a precariedade dos hospitais também são preocupações constantes de médicos, enfermeiros, técnicos e funcionários.

Rede Solidária A rede de apoio "Psicologia Solidária Covid-19" (@psicologiasolidaria.covid19 no Instagram) recebeu mais de 200 pedidos de ajuda em apenas uma semana. O grupo começou no Whatsapp, mas cresceu com o apoio nas redes sociais e atualmente conta com 800 psicólogos cadastrados em todo o país para atender voluntariamente. O trabalho é acompanhado por supervisores. Na Bahia, o projeto "Linha Aberta" (@linha.aberta no Instagram) tem 16 psicólogos que atendem por celular não apenas profissonais de saúde, mas pessoas afetadas psicologicamente pela crise. No Ceará, 11 integrantes dos Psicólogos Voluntários (@psicologosvoluntariosceara no Instagram) oferecem o serviço de atendimento online também para jornalistas. E em Pernambuco, um grupo de 18 profissionais também disponibilizam consulta por celular. "O profissional da linha de frente pode ter crises de ansiedade e pânico. Muitos profissionais de saúde que não querem, mas têm que trabalhar. Muitos estão com medo de ser contaminar e transmitir a doença à família, outros porque sabem que não vão ter os equipamentos de proteção individual para trabalhar. Temos que oferecer o mínimo de saúde mental para esses profissionais porque precisamos que eles estejam bem", diz Selme Lisboa, que coordena o serviço escola do curso de psicologia da faculdade Esuda e o grupo de voluntários em Recife (@projeto_incubadora_esuda no Instagram).

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