Putin condena assassinato de Khamenei: 'Violação cínica da moralidade humana'
- há 3 horas
- 2 min de leitura

A Rússia condenou o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no sábado, durante um ataque conjunto israelense-americano. O presidente Putin expressou suas condolências e classificou o ato como "uma violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional“, enfatizando a gravidade do ataque conjunto.
Putin manifestou seu apoio à família do líder assassinado, bem como ao governo e ao povo iranianos. Ele ressaltou que Khamenei será lembrado na Rússia como uma figura política proeminente que contribuiu para o fortalecimento da relação estratégica entre Moscou e Teerã.
A morte do Líder Supremo ocorreu durante uma ofensiva que o Ministério da Defesa israelense classificou como um "ataque preventivo" contra a República Islâmica. Esta ação foi endossada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que confirmou a participação das forças de Washington na agressão.
Nas primeiras horas do dia, milhares de pessoas foram às ruas em cidades do país para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte.
Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Ele é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou o jornal estatal Terah Times.
Em meio a tensões regionais crescentes, o Irã lançou a Operação Verdadeira Promessa 4, descrita pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma resposta decisiva e necessária à campanha de agressão liderada por Israel em conluio direto com os Estados Unidos.
Este contra-ataque maciço é apresentado como uma medida de legítima defesa após os ataques realizados no último sábado por forças americanas e israelenses contra território iraniano, que culminaram no assassinato do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Em resposta ao que Teerã descreve como a transposição de uma inviolável "linha vermelha", as Forças Armadas iranianas lançaram uma sexta onda de ataques com o objetivo de desmantelar a infraestrutura militar daqueles que consideram os agressores.
Da perspectiva do Parlamento iraniano e do comando militar, esta ação representa um "tipo diferente de vingança" destinada a forçar seus adversários a cessar as hostilidades. A mensagem oficial é de absoluta determinação. O Irã afirma que os ataques visam restaurar o equilíbrio de poder e responder à violência iniciada pela coalizão israelense-americana, alertando que as consequências para os agressores continuarão a se agravar se a agressão contra sua soberania não for interrompida.
Entretanto, a região está em alerta máximo; Israel ordenou que sua população se abrigue, e os sistemas de defesa dos países vizinhos estão tentando interceptar uma saraivada de projéteis que marca um ponto sem retorno no conflito atual.
Com a TeleSur










Comentários