Qual Marinho podemos esperar no Flamengo?

por Edu Gomes

Coluna "Conexão Clubes do Rio"

Marinho teve um grande ano pelo Santos em 2020, que não se repetiu na temporada seguinte em 2021. Foto: Agência Brasil

Como em todo ano no futebol brasileiro, o calendário se inicia com os campeonatos estaduais. O Campeonato Carioca, de forma específica, teve seu pontapé inicial na última terça (25), com a partida entre Boavista e Botafogo, por fim empatada em 1x1.


Ainda é cedo para realizarmos qualquer análise mais profunda acerca de como os times vão se comportar no decorrer do campeonato, quiçá no restante da temporada. O mercado de transferências ainda está a todo o vapor e os clubes estão aos poucos montando seus elencos para 2022.


Tudo indica, assim como tem sido nos últimos anos, que o Cariocão será um grande laboratório para se pensar essa montagem dos elencos para as disputas que virão paralelas em 2022, principalmente para os clubes que disputarão o Brasileirão, em suas diferentes divisões.


Dentro do mercado da bola que ainda está em movimento, uma transferência chamou a atenção no decorrer dessa semana: a chegada de Marinho ao Flamengo.


O atleta, que estava no Santos, já rodou por diversos clubes do Brasil e do exterior, tendo tido como maior destaque na sua carreira a temporada de 2020, quando foi o melhor jogador da equipe santista vice-campeã da Copa Libertadores da América. Por esse ano recebeu diversos prêmios, dentre eles a Bola de Prata da Revista Placar, o de melhor atacante no prêmio Craque do Brasileirão, o de melhor jogador da América concedido pelo El País e, também, foi eleito o melhor jogador da Libertadores. A fase era tão boa que passou a ser cogitado na seleção brasileira, mesmo já sendo naquela altura um atleta que chegava na casa dos 30 anos.


Porém, 2021 foi tudo diferente: os bons números de 2020 (quando fez 24 gols em 43 jogos) não se repetiram. O atacante marcou apenas 9 gols em todo o ano e conviveu com diversas lesões, tendo sua equipe, o Santos, realizado uma temporada bem mais irregular que a anterior.


Mas daí vem a pergunta: o que muda no Flamengo com a chegada de Marinho?


Em um primeiro momento, Marinho chega para compor o já estrelado e forte elenco rubro-negro, que mais uma vez entra como um dos grandes favoritos aos principais títulos da temporada. Com as saídas de Michael, que foi para o Al-Hilal da Arábia Saudita, e Kenedy, que retornou ao Chelsea, o ex-santista chega a priori pra repor parte desse espaço deixado em aberto (porém, a diretoria rubro-negra ainda corre atrás de mais um nome para a posição).


E para responder a pergunta acima, surge uma nova questão: qual Marinho podemos esperar nesse Flamengo de 2022? O decisivo de 2020? Ou o irregular de 2021?


Se tivermos o Marinho de 2020, o torcedor rubro-negro pode se empolgar. Se não chega, como já dito, para ser titular imediato, teremos sem dúvidas um atleta que dará opções plausíveis e que pode brigar por vaga no time. Caso outros jogadores, como Éverton Ribeiro ou Bruno Henrique, voltem a ter momentos de oscilação, como ocorreu na última temporada, ter um Marinho em forma no elenco seria uma opção de ouro para mudar a equipe positivamente. Inclusive com mudanças no esquema de jogo, como por exemplo formando um trio de ataque (Marinho, Bruno Henrique e Gabigol), o que daria mais velocidade à linha de frente do time.


Mas se o Marinho que encontrarmos na Gávea em 2022 for o do ano passado, o torcedor rubro-negro verá um atleta que até pode ser uma boa peça para a composição de elenco, mas bem menos decisivo do que se espera e do que sabemos que ele pode entregar, considerando o próprio desempenho já consolidado anteriormente.


Nos resta por hora é esperar. E torcer que, nessa embarcação que começa a navegar no rubro-negro de 2022, suba a bordo o Marinho de 2020.

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