Queiroga admite 'dificuldade' com vacinas para 2ª dose


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu, nesta segunda-feira (26), que há "dificuldades" no fornecimento da vacina CoronaVac para a aplicação da segunda dose. No dia 21 de março, o Ministério da Saúde, alterando sua orientação, autorizou que todas as vacinas armazenadas por estados e municípios para garantir a segunda dose fossem utilizadas imediatamente para a primeira aplicação em outras pessoas.

Segundo Queiroga, doses do imunizante não serão entregues nesta semana, e a previsão é de que sejam distribuídos aos estados somente em dez dias devido ao atraso da entrega de insumos ao Instituto Butantan pela China.

A declaração ocorreu durante uma sessão da Comissão Temporária da Covid-19, do Senado Federal, sobre o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Nas últimas semanas, diversos municípios de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Amapá e Paraíba limitaram ou suspenderam a vacinação por falta de doses da CoronaVac para a segunda aplicação.

Na Paraíba, a Justiça chegou a determinar o uso do imunizante para a segunda injeção após uma ação do Ministério Público.

"Tem nos causado certa preocupação a CoronaVac, a segunda dose. Tem sido um pedido de governadores, de prefeitos, porque, se os senhores lembram, cerca de um mês atrás, se liberou as segundas doses para que se aplicassem. E agora, em face de retardo de insumo vindo da China para o [Instituto] Butantan, há uma dificuldade com essa segunda dose", declarou Queiroga aos senadores.

​Citando questionamentos sobre a diferença no número de doses distribuídas e aplicadas, o ministro disse que o ministério deve mudar a forma de divulgação. De acordo com o “vacinômetro” do ministério, hoje essa diferença é de 20 milhões de doses. Queiroga explicou que há uma demora de até dez dias para que os imunizantes cheguem nos municípios. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro usam essa diferença para criticar o desempenho de governadores e prefeitos, como se houvesse culpa dos gestores estaduais e municipais.

Nos primeiros quatro meses de 2021 a Covid-19 já matou mais do que todo o ano de 2020. O ministro disse que os números mostram a "gravidade" da doença.

Sobre as dificuldades do governo com fornecimento de medicamentos do chamado kit intubação, Queiroga disse que abriu pregão "nacional e internacional" para a aquisição, com previsão de chegada nas próximas duas semanas. Este será também um dos temas de cobrança ao governo a serem levantados na CPI da Covid-19 no Senado nos próximos dias.

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