Queiroga critica prefeitos que querem antecipar 3ª dose


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil), e prefeito Eduardo Paes (Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou nesta sexta-feira (16) os prefeitos que estão "criando regras próprias e escolhendo subgrupos diferentes para vacinação" e até anunciando a aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19, antes mesmo de a totalidade da população ter tomado a primeira dose. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi um dos que propalaram a intenção de vacinar os idosos com uma terceira dose - já em outubro deste ano.

O ministro defendeu o esforço conjunto entre as três esferas de governo, no sentido de valorizar e seguir as estratégias definidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

As declarações foram feitas em Campo Grande (MS), onde o ministro participou da solenidade na qual foram anunciadas ações locais de atenção primária à saúde.

Ao ressaltar a importância do “esforço tripartite”, que envolve ministério e secretarias estaduais e municipais de Saúde, Queiroga disse que todos devem “seguir juntos” em relação à Campanha Nacional de Vacinação. “Não podemos ter municípios criando regras próprias e escolhendo subgrupos diferentes para vacinação”, criando “estratégias próprias diferentes” do que foi pactuado na tripartite, incluindo subgrupos que não foram ali elencados.

“Tem município anunciando a terceira dose. Como anunciar a terceira dose se não aplicamos a primeira dose em 100% da população brasileira? Isso gera calor em vez de gerar luz. Precisamos ter dados oriundos da ciência para poder tomar decisão. Não pode ser uma ciência self-service, em que se sai usando o que quer. Tem de ter base sólida. Não sabemos ainda como é a intercambialidade de doses. Existe uma ou duas publicações sobre isso”, argumentou o ministro.

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