Queiroz prometeu ajuda ao líder da execução de Amarildo

Atualizado: Fev 3


Major Edson dos Santos, condenado pela morte do pedreiro Amarildo, é reintegrado aos quadros da PM (Reprodução)

Foi publicada no Diário Oficial do estado, assinada pelo secretário de estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda, a reintegração, aos quadros da corporação, do major Edson Raimundo dos Santos - condenado a 13 anos e sete meses de prisão em 2016 pela tortura, morte e desaparecimento do corpo do pedreiro Amarildo Souza em julho de 2013, na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio.

As provas apresentadas pelo Ministério Público levaram a Justiça a condenar o major, juntamente com outros 12 PMs da UPP Rocinha. A condenação foi confirmada em segunda instância e, em junho de 2017, o major Edson dos Santos recebeu mais uma pena, de dois anos de prisão, por corromper duas testemunhas das torturas.

O major estava em liberdade condicional e cumpria prisão domiciliar desde 2019.

Em agosto de 2019, de acordo com investigação do Ministério Público do Rio (MP-RJ) no caso da rachadinha do senador Flávio Bolsonaro, o ex-sargento da PM e ex-assessor do clã Bolsonaro, Fabrício Queiroz, recebeu ligação do policial militar reformado Heyder Maduro Cardozo, que já cumpriu pena por homicídio, pedindo ajuda para o major Edson dos Santos.

Segundo a investigação revelada em junho do ano passado, o primeiro contato foi feito uma semana após o major ter passado do regime semiaberto para a prisão domiciliar.

Às 9h55 de 23 de agosto de 2019, Queiroz usa o celular da mulher, Márcia Oliveira de Aguiar, para enviar um áudio a Heyder.

“Se tiver alguma coisa pra falar, fala por aqui ou por aquele telefone que tá com minha filha, tá bom? Quando eu entro na cidade em que eu tô, eu desligo os telefones”, diz Queiroz, que na época se encontrava escondido em um sítio em Atibaia, no interior paulista. Queiroz é apontado pelo MP-RJ como operador do esquema criminoso da rachadinha no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual na Alerj.

Em outro áudio no mesmo dia, o ex-assessor do clã Bolsonaro diz a Heyder que poderia fazer contato com “a cúpula de cima”, dando indícios de que teria preservado sua influência política, ainda de acordo com o MP-RJ. “Avisa pro doutor aí, cara, se quiser algum contato pessoal aí, com… a cúpula de cima aí, faz contato, valeu? Dá pra encaminhar”, disse.

Em mensagens enviadas por WhatsApp entre as 4h51 e 5h09 de 1º de setembro de 2019, Heyder pede a Fabrício Queiroz auxílio para o major Edson Raimundo dos Santos e o tenente Medeiros, também envolvido no caso Amarildo, segundo relatório da investigação da rachadinha.

Benefícios

Apesar da condenação e de todas as derrotas nos recursos que sua defesa apresentou, o oficial da PM, considerado pela Justiça o "mentor intelectual" da tortura que resultou na morte de Amarildo, não foi expulso e estava lotado na Diretoria Geral de Pessoal, conhecida como "geladeira" até meados do ano passado.

Seus advogados acumularam ao menos sete derrotas em recursos contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que determinou sua exclusão dos quadros da Polícia Militar.

Segundo reportagem do Extra, o major continuou recebendo salários normalmente desde que foi preso, em outubro de 2013, até meados do ano passado, embolsando mais de R$ 800 mil dos cofres públicos. Só em maio de 2020, ele recebeu R$ 12.648 líquidos.

Como no caso de Eliza Samúdio, em que o ex-goleiro Bruno foi condenado, o corpo de Amarildo nunca foi encontrado.


Publicação do Diário Oficial: ato do secretário da Polícia Militar do Rio (Reprodução)

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