Quem bancou o banquete milionário do governador do Rio?


(Reprodução)

A pergunta que não quer calar: quem bancou o banquete de aniversário do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para 1.200 convidados, na última terça-feira (29), no Jockey Clube, Zona Sul do Rio? A festança milionária teve direito a shows de Belo, Alcione e Mumuzinho, além de petiscos finos e open bar regado à fina flor dos importados - como uísque escocês Dewars, vodka francesa Greygoose e gin britânico Bombay.

Castro diz que a celebração foi custeada por um grupo de secretários e amigos.

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), adversário de Castro na eleição estadual deste ano, o governador terá de prestar contas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Nesta quinta-feira (31), Freixo entrou com uma representação e elencou ao procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, os motivos pelos quais o banquete deve ser investigado. 

“Como tal celebração não faz parte das atividades ordinárias do governo do estado, pode-se dizer que qualquer benefício recebido pelo governador, em uma festa particular, contou com seu pleno conhecimento, pois, do contrário, caso tiver arcado pessoalmente com todas as despesas da sua festa, terá todos os comprovantes de pagamentos, contratos, recibos, notas fiscais etc”, escreveu o deputado na representação.

“Caso o Governador não tenha arcado com as despesas na sua festa de aniversário, porque ganhou como forma de presente de aniversário a realização de show, serviço de buffet, comida, bebida, aluguel do espaço, serviço de vallet ou segurança, pode-se dizer que praticou ato de improbidade pelo recebimento de vantagem indireta, a título de presente", diz Freixo.

Entre os presentes na festança, que começou na noite de terça-feira e entrou na madrugada do dia seguinte, estavam o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).



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