Rússia diz que não poderia aceitar uma Ucrânia com armas nucleares


Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia (Sputnik/Aleksei Nokolsky)

A Rússia não pode deixar de reagir ao risco real de a Ucrânia obter armas nucleares, e está tomando todas as medidas para evitar isso, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em um discurso em vídeo na Conferência de Desarmamento da ONU, nesta terça-feira (1º).

O principal diplomata da Rússia enfatizou que as "declarações irresponsáveis" do lado ucraniano sobre os planos para obter armas nucleares não eram uma "bravata".

"A Ucrânia tem tecnologias nucleares soviéticas e veículos de entrega. Não podemos deixar de reagir a esse perigo real. Posso prometer a vocês que a Rússia, como membro responsável da comunidade internacional, determinada a cumprir seus compromissos de não proliferação de armas de destruição em massa, tem tomado todas as medidas para impedir a Ucrânia de colocar as mãos em armas nucleares e tecnologias relacionadas", disse o ministro russo.

De acordo com a agência RT, a Rússia diz que os EUA estão minando o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, colocando suas armas nucleares na Europa e realizando exercícios conjuntos com seus aliados no continente envolvendo armas de destruição em massa.

Por isso, Lavrov enfatizou que era “hora de trazer armas nucleares dos EUA para casa”, acrescentando que Moscou sempre sustentou que, se uma guerra nuclear explodisse, “não haveria vencedores.”

Falando do atual governo dos EUA, Lavrov observou que, para grande decepção de Moscou, Joe Biden pouco fez para mudar a abordagem arrogante de Donald Trump à não proliferação de armas.

O ministro russo acusou o Ocidente de fechar os olhos ao que descreveu como “violações sistemáticas de direitos humanos” na Ucrânia desde 2014, que visava predominantemente minorias étnicas e oposição política. De acordo com a autoridade russa, as forças do governo ucraniano lançaram uma ofensiva militar em 2014, visando a população de língua russa no Donbass por se recusar a renunciar à sua própria língua e identidade. Lavrov chegou ao ponto de chamar as ações de Kiev de “genocídio”, insistindo que a Rússia coletou evidências suficientes para provar que as atrocidades contra civis ocorreram no leste da Ucrânia.

Durante o discurso de Lavrov ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, representantes de países ocidentais e seus aliados saíram do plenário.

Ganhe_Ate_300x250px.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
Aumentou_728x90px.gif