Rússia: histeria sobre invasão da Ucrânia é provocação


(Foto: Aleksei Danichev/Sputnik)

Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a campanha especulativa realizada no Ocidente em torno de um suposto plano de invasão da Ucrânia na quarta-feira (16).

O objetivo da campanha no Ocidente contra a supostamente planejada invasão da Ucrânia é realizar uma provocação disse neste sábado (12) Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

"[Tratar isso] exatamente como uma histeria. Qual é o objetivo dessa histeria? Inflamar a situação, e, claro, a atividade provocativa. Faz parte do alcance internacional da provocação", apontou ela no canal Solovyov Live no YouTube, em relação aos supostos planos da Rússia de invadir a Ucrânia na quarta-feira (16).

Segundo Zakharova, a provocação começou não há duas semanas, ela decorre na base no conflito ucraniano de há muitos anos, preparado e "ativamente dirigido pelos EUA".

A representante da chancelaria russa acrescentou que, do ponto de vista informacional, a situação tem sido levada ao limite, e que Kiev faz de conta que não está participando da questão.

Zakharova atribuiu a retirada da bandeira do Reino Unido de sua embaixada em Kiev à mesma campanha informacional.

"Isso [retirada da bandeira] acontece quando uma embaixada para oficialmente seu trabalho. Isso acontece de várias formas. Isso aconteceu conosco naqueles casos em que, por exemplo, o consulado-geral da Rússia em São Francisco, que foi fechado por uma ordem semelhante completamente engendrada de Washington. Isso estava ligado a lá supostamente existir um ninho da inteligência da Federação da Rússia", continuou Zakharova.

"Já ela [a embaixada da Rússia em Kiev] continua funcionando. O resto é um espetáculo que faz parte da atividade provocativa político-informacional", sublinhou a representante da chancelaria russa.

Os EUA afirmam que a invasão pode começar nos próximos dias, enquanto a Rússia nega ter planos de o fazer.

Nos últimos meses, países no Ocidente têm acusado a Rússia de ter planos de invadir a Ucrânia, citando a proximidade de tropas russas da fronteira com seu vizinho, e chegando a referir datas. Moscou responde que tem todo o direito de movimentar seus militares no seu próprio território, que essas ações não devem preocupar ninguém, e questiona a crescente presença militar da OTAN no Leste Europeu, incluindo na Ucrânia, que não é Estado-membro da Aliança Atlântica.

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