Rússia: não é começo da guerra, é para evitar guerra mundial

Atualizado: 25 de fev.


Rússia usa armas de alta precisão para desativar infraestrutura militar da Ucrânia.(Reprodução)

Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse nesta quinta-feira (24) que a situação em torno da Ucrânia não é o começo de uma guerra, mas que se trata, pelo contrário, de uma tentativa de evitar um conflito mundial.

"Em primeiro lugar, é muito importante: isto não é o começo de uma guerra. Nosso intuito é evitar o desenvolvimento de eventos que poderiam levar a uma guerra mundial. Em segundo lugar, é o fim da guerra", indicou a diplomata ao canal NTV.

Zakharova também apontou que foram os EUA quem decidiram não realizar diálogo com a Rússia sobre a Ucrânia e a segurança global.

"Hoje [24], durante este mesmo dia, a delegação oficial russa, dirigida por Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, devia estar justamente naquelas tais vastidões europeias, das quais nós ouvimos todo o tipo de acusações contra nós. Ela [delegação] devia estar lá para realizar negociações com a delegação americana dirigida pelo secretário de Estado dos EUA, o senhor [Antony] Blinken [...]. Foi justamente o lado americano que recusou continuar as negociações", afirmou.

Ela sublinhou que as negociações deviam tocar temas como a segurança global, estabilidade estratégica e a atual situação.

"E claro, aqui também houve culpa da Ucrânia. O lado americano entregou uma resposta oficial ao lado russo em forma de uma mensagem do secretário de Estado dos EUA, que delineou de forma bastante ampliada e grosseira sua falta de vontade de realizar negociações com a Rússia. Tudo isso foi recebido por Moscou antes de começar a operação especial, e o mundo todo deve saber isso", acrescentou a representante oficial da chancelaria russa.

Segundo o MRE russo, o Ocidente tem essa histeria por causa da Ucrânia, mas se esquece de sua responsabilidade pelo afastamento do diálogo. O Ocidente não usou sua chance para diálogo e está mentindo que Moscou se recusa a negociar. A entidade destacou que a porta do diálogo sobre segurança foi fechada não por Moscou, mas por Estados Unidos e Ocidente.

A representante oficial do Ministério da Relações Exteriores russo adicionou que Moscou vai reagir de forma semelhante às sanções e que a partir de agora a Rússia vai seguir seus próprios interesses no desenvolvimento dos acontecimentos.

Nesta quinta-feira (24), Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou que tomou a decisão de começar uma operação especial na Ucrânia. Durante seu discurso, o chefe de Estado solicitou ao povo russo ações de ajuda às repúblicas populares de Donbass, que "pediram ajuda à Rússia". Putin sublinhou que toda a responsabilidade pelo conflito recairá sobre o governo da Ucrânia, e instou os militares ucranianos a não cumprir as "ordens criminosas" das autoridades do país, entregar as armas e regressar para casa.

O Ministério da Defesa da Rússia relatou que as Forças Armadas russas não estão realizando ataques de mísseis, aviação ou artilharia contra as cidades ucranianas, e que não há perigo contra civis. Como informa o ministério, estão sendo usadas armas de alta precisão para desativar a infraestrutura militar, sistemas de defesa antiaérea, aeródromos militares e a aviação da Ucrânia.


Fonte: Agência Sputnik

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