Rússia registra terceira vacina contra a Covid-19


A terceira vacina russa, a CoviVac, registrada neste sábado na Rússia (Divulgação)

O Ministério da Saúde da Rússia registrou uma nova vacina contra Covid-19, a CoviVac, que vem a ser o terceiro imunizante desenvolvido em laboratórios do país - anunciou neste sábado (20) o primeiro-ministro Mikhail Mishustin.

A nova vacina foi criada pelo Centro Federal de Pesquisas e Desenvolvimento de Tratamentos Imunobiológicos M.P. Chumakov.

Mikhail Mishustin disse que em meados de março entrarão em circulação as primeiras 120 mil doses da nova vacina, e acrescentou que a indústria farmacêutica russa aumentou permanentemente a produção de vacinas contra a Covid-19.

"Já produzimos mais de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V e cerca de 80 mil doses da EpiVacCorona e, em breve, avançaremos com a terceira linha de produção da CoviVac", informou.

A vice-primeira-ministra do país, Tatiana Golíkova, adiantou que a Rússia pretende produzir 88 milhões de doses de vacinas durante o primeiro semestre deste ano, sendo 83 milhões da Sputnik V. Em relação ao processo de vacinação no país, Golíkova indicou que 45% das pessoas com mais de 60 anos foram vacinadas, porcentagem que considerou "insuficiente", tendo apelado às autoridades regionais para que intensifiquem esforços.

A vacina CoviVac não é apenas o terceiro imunizante contra o SARS-CoV-2 após a Sputnik V e a EpiVacCorona, mas também é de um terceiro tipo. O medicamento foi desenvolvido na base do coronavírus inteiro inativado, ou "morto". Com a inoculação, o organismo humano reconhece a composição antigênica do vírus, memoriza esta e no futuro deverá estar preparado para todas suas manifestações.

Segundo o diretor do Centro Chumakov e membro-correspondente da Academia de Ciências da Rússia, Aidar Ishmukhametov, a CoviVac também terá eficácia contra mutações do vírus, uma vez que se utilizou o vírus completo e não fragmentos do genoma.

Os testes clínicos começaram no início de outubro passado e por enquanto não foram observadas reações adversas. Em breve terminará a segunda fase, depois planeja-se realizar testes com participação de 3.000 voluntários.

Neste momento, na Rússia é possível receber a vacina Sputnik V desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em conjunto com o Fundo Russo de Investimentos Diretos. Este tratamento virou a primeira vacina contra Covid-19 registrada do mundo.

Além do mais, mantendo a tradição do país como grande desenvolvedor de vacinas contra epidemias, em outubro passado o Ministério da Saúde russo registrou mais um imunizante, chamado de EpiVacCorona e criado pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor.


Com informações da Sputnik

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