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Rainha Elizabeth II morre aos 96 anos na Escócia


(Reprodução)

A Rainha Elizabeth II, monarca do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, morreu nesta quinta-feira (8), aos 96 anos, no Palácio de Balmoral, residência de verão da rainha na Escócia. A informação foi divulgada no perfil oficial da família real britânica no Twitter.


A mensagem publicada no Twitter diz: "A Rainha morreu tranquilamente em Balmoral nesta tarde. O Rei e a Rainha Consorte permanecerão em Balmoral nesta noite e retornarão a Londres amanhã".

Terceira na linha de sucessão, Elizabeth assumiu o trono em 6 de fevereiro de 1952 após abdicação do tio Eduardo 8º, em 1936, e a morte do pai, o rei George VI.


A monarca presenciou vários momentos históricos dos séculos XX e XXI, entre eles a Segunda Guerra Mundial, a corrida espacial e a chegada do homem à lua, a criação e a queda do muro de Berlim, invasão ao Iraque - então governado por Saddam Hussein - e a pandemia de covid-19, na qual ela testou positivo para a doença em agosto do ano passado, quando se encontrava justamente no palácio de verão em Balmoral, após ter tomado duas doses da vacina.


"Rei Charles III"

Com a morte da rainha Elizabeth II, o seu filho mais velho, o príncipe Charles Philip Arthur George, aos 73 anos, será o novo ocupante do trono britânico. O primogênito da monarca assume após 70 anos de reinado de Elizabeth II, o mais longevo da história do Reino Unido. Charles se torna o monarca mais velho a assumir o trono.


De acordo com os ritos oficiais, ao assumir o trono o príncipe poderá escolher como será chamado. A primeira opção é seguir o caminho tradicional e assumir o título de rei Charles III. Mas pode optar por um dos nomes do meio como, por exemplo, rei George VII ou rei Philip.


Charles foi casado até agosto de 1996 com a princesa Diana Spencer, com quem teve dois filhos: o príncipe William, nascido em 1982, e o príncipe Harry, em 1984. Diana morreu em 31 de agosto de 1997 em um acidente de carro em Paris.


Bolsonaro: 'rainha para todos nós'

O presidente Jair Bolsonaro (PL) lamentou a morte da rainha e decretou luto de três dias no país.

"Quando a vida parece difícil, os corajosos não se deitam e aceitam a derrota; em vez disso, estão ainda mais determinados a lutar por um futuro melhor"


Com tais palavras, Rainha Elizabeth II mostra por que não foi apenas a Rainha dos britânicos, mas uma rainha para todos nós.


É com grande pesar e comoção que o Brasil recebe a notícia do falecimento de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, uma mulher extraordinária e singular, cujo exemplo de liderança, de humildade e de amor à pátria seguirá inspirando a nós e ao mundo inteiro até o fim dos tempos.


Muitas vezes, a eternidade nos surpreende, tirando de nós aqueles que amamos, mas, hoje, foi a vez da eternidade ser surpreendida, com a gloriosa chegada de Sua Alteza a Rainha do Reino Unido. Que Deus a receba em sua infinita bondade e conforte sua família e o povo britânico.


Nesta data triste para o mundo, decretamos três dias de luto oficial e convidamos todo o povo brasileiro a prestar homenagens à Rainha Elizabeth II.


DEUS SALVE A RAINHA!", escreveu Bolsonaro.


Lula: 'Marcou era"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para lamentar a morte da rainha Elizabeth II e homenagear seu legado. O ex-presidente também lembrou da relação entre Brasil e Reino Unido durante seus governos.


Em uma série de publicações, Lula salientou o papel de Elizabeth II como chefe de Estado diante dos principais eventos históricos ao longo de 80 anos. O ex-presidente ressaltou a capacidade da monarca de conviver com as diferenças na política interna.


Além disso, Lula prestou suas condolências à família real britânica e "a todos que admiravam a rainha Elizabeth II no Reino Unido e ao redor do mundo".


O ex-presidente também ressaltou que durante seus mandatos o Brasil teve "excelentes relações" com o Reino Unido.


"Em nosso governo, o Reino Unido e o Brasil tiveram excelentes relações diplomáticas, políticas e comerciais, marcadas pela visita de Estado em que ela nos recebeu, em 2006. Gravo na memória nosso encontro na reunião do G-20 em Londres, em 2009", disse.


Os outros candidatos à presidência nestas eleições também se manifestaram em pesar pelo falecimento de Elizabeth II.



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