Repúdios contra atitude de miliciano de Bolsonaro


(Foto: Alan Santos/PR)

Parlamentares usaram as redes sociais para repudiar o gesto do presidente Jair Bolsonaro, que aparece rindo em uma foto com a imagem de um CPF e a palavra, numa tarja em vermelho, "cancelado". A gíria "CPF cancelado" é usada por grupos de extermínio para comemorar algum assassinato.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que "essa é uma linguagem de dono de milícia, não de chefe de Estado" e cobrou que o Congresso abra um processo de impeachment contra Bolsonaro “imediatamente”, após “tantos crimes”.

“O que tem que ser cancelado é o mandato de Bolsonaro. O Congresso não pode continuar omisso diante de tantos crimes. É preciso abrir o processo de impeachment imediatamente”, escreveu Freixo no Twitter, acrescentando em seguida: "390 mil brasileiros mortos e o capacho do ministro da Saúde posando p/ foto com o presidente fazendo piada com CPF cancelado. Podridão."

Para a deputada Talíria Perone (PSOL-RJ), "a foto de Bolsonaro com a placa de CPF cancelado é mais do que sadismo". "É propaganda de ódio. É inaceitável que no meio de uma grave pandemia, que ja ceifou mais de 300 mil vidas, o presidente zombe da morte dessa maneira. Solidariedade aos familiares de vítimas deste desgoverno".

A vereadora do Rio Monica Benicio (PSOL) disse que a foto foi o "cúmulo da sua crueldade". "Ele nem disfarça mais sua alegria diante da morte do povo. São 400 mil CPFs cancelados até o momento no Brasil, e ele é culpado. Genocida!", complementou.

O deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) lembrou a matéria do The Intercept Brasil publicada no sábado (24) apontando que investigações do Ministério do Público do Rio revelaram que, após a morte do miliciano ex-capitão do Bope Adriano Nóbrega, colegas dele teriam feito contato com Bolsonaro, tratado por eles como o "cara da casa de vidro", uma referência ao Palácio do Planalto.

"No dia que o @TheInterceptBr publicou nova matéria que reforça a constatação que Bolsonaro é um chefe do crime organizado do Rio de Janeiro, ele resolve posar com placa falando em CPF cancelado, linguagem típica de bandidos. Esse mafioso é o presidente da República. Até quando?!", escreveu o deputado em sua conta no Twitter.


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