Reverendo adia depoimento à CPI com atestado médico


Reverendo Amilton Gomes de Paula apresentou atestado médico para não ir depor nesta quarta (Reprodução)

Marcado para a próxima quarta-feira (14), o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula à CPI da Covid foi adiado após ele apresentar um atestado médico alegando uma crise renal. No entanto, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Omar Aziz (PSD-AM) decidiu pedir uma perícia técnica no documento que é de 15 dias, a contar de 9 de julho.

Apesar da justificativa apresentada formalmente, membros do colegiado, citado pelo portal Metrópoles, lembram que, quando telefonaram para convocá-lo, o reverendo deu outra explicação para a ausência. Na ocasião, ele afirmou que não poderia comparecer porque seu advogado estaria viajando na data.

A CPI ainda avalia a possibilidade de remarcar outro depoimento, mas a remarcação dependerá do resultado da perícia no atestado médico.

Amilton foi convocado pela CPI porque teria sido autorizado pelo Ministério da Saúde a negociar a compra de vacinas junto ao Ministério da Saúde.

"O diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, deu autorização para o reverendo Amilton Gomes de Paula negociar 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro. A revelação foi feita neste sábado (3/7) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que teve acesso a troca de e-mails", diz trecho do requerimento de convocação, apresentado pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O reverendo também teria apresentado o cabo PM Luiz Paulo Dominguetti a integrantes do Ministério da Saúde como representante da empresa Davati Medical Supply, com sede nos Estados Unidos, que tentava vender 400 milhões de doses de AstraZeneca.

Segundo o depoimento de Dominguetti, o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias pediu propina de 1 dólar por cada dose da vacina na negociação. Roberto nega e diz que não deu prosseguimento às tratativas porque a empresa não comprovou representar a AstraZeneca.

O cronograma da CPI desta semana prevê ainda três depoimentos: nesta terça-feira, Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa parceira do laboratório indiano Bharat Biotech; na quinta-feira, Marcelo Blanco, ex-diretor substituto do Departamento de Logística do Ministério da Saúde; e na sexta-feira, Cristiano Carvalho, representante no Brasil da empresa Davati.

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