Rio: 81 crianças mortas por 'bala achada' entre 2007 e 2021


Adolescente Ray Pinto Faria, 14 anos, morto nesta segunda na porta de casa durante operação da PM (Reprodução)

A política "faroeste" (com aditivo de gratificação a policiais) reinstalada no Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral a partir de 2007 fez vítimas também muitas crianças por balas perdidas. De acordo com levantamento feito pela ONG Rio da Paz, entre 2007 e 2021 o estado teve 81 crianças mortas em consequência de tiroteios envolvendo a polícia. As vítimas tinham entre zero e 14 anos.

A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo presidente da Rio da Paz, Antônio Carlos Costa, diante da repercussão do caso do adolescente Ray Pinto Faria, de 14 anos, morto por bala perdida nesta segunda-feira na porta de casa durante uma operação da Polícia Militar no Morro do Fubá, no bairro do Campinho, na capital fluminense.

"Ou, permita-me dizer, bala achada. Sempre que um menino e uma menina morrem de forma tão banal e hedionda pensamos que tudo vai mudar, mas nada muda. O motivo deve-se ao fato de que esses pequeninos moram em comunidades cujos moradores são considerados pelo poder público e grande parte da sociedades matáveis", disse o especialista em segurança pública, citado pelo Globo.

Antônio Carlos citou outros dois casos mais recentes, ocorridos este ano: o da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morta durante uma operação da PM em Niterói, em 2 de fevereiro; e o de Alice Pamplona da Silva de Souza, também de 5 anos, na Favela do Turano, no Rio Comprido, durante o último Réveillon.

"As medidas que salvariam vidas não são implementadas e os crimes continuam. Essas tragédias deixariam de acontecer se armas não chegassem nas mãos de criminosos, se parte da sociedade parasse de celebrar a guerra e as nossas polícias entendessem que em uma operação policial, mais importante do que a prisão do bandido é a preservação da vida do morador de comunidade pobre", assinalou.

Além de acusar a Polícia Militar de ter executado Ray, a família do adolescente ainda acusa os agentes de o terem levado, baleado, para outra comunidade, e só então seguirem para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier.

A Polícia Militar informou, em nota, que "três indivíduos foram atingidos e socorridos ao Hospital municipal Salgado Filho" e diz que "todas as circunstâncias das ações estão sendo apuradas pelo Comando de Operações Especiais (COE) e pelo 1° Comando de Policiamento de Área (CPA)".

As armas dos agentes que participaram da operação foram apreendidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e passarão por perícia. Ainda de acordo com a corporação, parentes da vítima e policias envolvidos na operação prestaram depoimento.

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