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Rio: crime organizado exige 'taxa' para liberar obra do Parque Piedade


O crime organizado exigiu R$ 500 mil para liberar a realização das obras do Parque Piedade, da Prefeitura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A denúncia foi feita, em rede social, pelo prefeito do Eduardo Paes, que pede atenção da Polícia Federal e do Ministério da Justiça contra a quadrilha.


O Parque Piedade foi anunciado pela prefeitura para ocupar o terreno da antiga Universidade Gama Filho, que teve prédios de seu campus demolidos em setembro do ano passado. As obras do parque tiveram início no mesmo mês.


Segundo planos da Prefeitura, o parque terá espaço para feiras e eventos, com horta urbana, parcão, academia e campo de futebol, entre outras atrações.


Em seu perfil na rede social X, o prefeito disse que recebeu as informações da empreiteira, a quem a cobrança teria sido feita como exigência para a continuidade das obras, orçadas em R$ 65 milhões.


Em resposta ao prefeito, o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, classificou o pedido de inaceitável, e disse que há relatos semelhantes de prefeitos de outras cidades do Rio de Janeiro. Cappelli disse ainda que irá "pra cima destes bandidos".

Milícias

Em dezembro do ano passado, o Globo mostrou que a milícia liderada por Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, - que se entregou na Polícia Federal na véspera do Natal - vem extorquindo empreiteiras e construtoras de empreendimentos da Zona Oeste com exigência de pagamento de "taxa" para permitir a realização de obras nos territórios explorados pelos criminosos. Denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) aponta que os milicianos chegam a decidir pelo embargo da obra, em caso de atraso no pagamento.

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