Rio já tem transmissão comunitária de ômicron


(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informou nesta segunda-feira (3) que a variante ômicron do novo coronavírus tem transmissão comunitária na capital fluminense. Isso significa que já não é mais possível rastrear a origem dos casos e associá-la a viajantes, indicando que o vírus já circula entre a população local.

Apesar disso, o município confirmou apenas dois casos de infecção causados pela variante, detectado após sequenciamento genômico realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mais 180 suspeitas de infecção pela ômicron estão em investigação.

O segundo caso confirmado foi em uma brasileira de 23 anos que mora em Nova York e chegou ao Brasil em 17 de dezembro. No mesmo dia de sua chegada, ela procurou uma unidade particular de saúde com quadro de amigdalite, e, após teste RT-PCR, foi confirmada a covid-19. A jovem já se recuperou dos sintomas e o laudo que confirmou a variante ômicron ficou pronto hoje. De acordo com a SMS, ela havia sido imunizada com as duas doses da vacina da farmacêutica Moderna, tendo recebido a última há mais de seis meses, sem a aplicação de uma dose de reforço posterior.

A prefeitura considera que a transmissão comunitária da variante ômicron já está se refletindo em um aumento de notificações da doença na cidade. A taxa de positividade dos testes de covid-19, que já havia subido de 0,7% para 5,5% na semana passada, chegou hoje a 9,6%. A taxa indica quantos testes realizados de fato indicam a presença do coronavírus.

O município pede que cariocas que passaram réveillon fora da cidade e que estão com sintomas gripais devem procurar atendimento para testagem em uma das 230 unidades de atenção primária de saúde pela cidade, ou nos centros de atendimento a pacientes com síndrome gripal, localizados na Vila Olímpica do Alemão, no Parque Olímpico da Barra, na Vila Olímpica de Honório Gurgel, na Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho (Bangu), na Unidade Ambulatorial Almir Dulton (Campo Grande), e na Policlínica Rodolpho Rocco (Del Castilho).

Caso de 'flurona'

Nesta segunda-feira, um adolescente de 16 anos, morador do Rio, testou positivo tanto para covid-19 quanto para a Influenza – o que tem sido chamado de "flurona". Apesar de a Secretaria de Estado de Saúde afirmar ainda não ter recebido este caso, a família do jovem - citado pelo portal G1 - informa ter feito testes em dois laboratórios particulares diferentes e confirmado o que seria o primeiro caso de "flurona" no estado.

Vacinação é retomada

A Prefeitura do Rio retomou nesta segunda-feira a vacinação contra a covid-19. A imunização é destinada à dose de reforço para pessoas com 55 anos ou mais que tomaram a segunda dose há três meses ou mais e pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose há 4 meses ou mais.

Pacientes com alto grau de imunossupressão com 12 anos ou mais também podem tomar a dose de reforço. A vacinação é destinada ainda às pessoas com 12 anos ou mais que não foram vacinadas contra a covid-19 até o momento.

As unidades seguem aplicando a segunda dose para pessoas com 12 anos ou mais, respeitando o intervalo de cada fabricante: 12 semanas para AstraZeneca, 28 dias para CoronaVac e 21 dias para Pfizer.

Quem vai receber a vacina deve apresentar identificação original com foto, número do CPF e, se possível, a caderneta de vacinação. Para a segunda dose e a dose de reforço, é importante levar também o comprovante de vacinação.

É possível antecipar a dose de reforço até o intervalo mínimo de três meses em casos de viagem, problemas de saúde e outras questões pessoais. Para orientação, procure uma unidade de Atenção Primária.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg