Rio pretende ser cidade cada vez mais inteligente

O coordenador de Cidade Inteligente da Prefeitura do Rio, Felipe Peixoto, conduziu nesta quarta-feira (8/12), o seminário “Rio Cidade Inteligente”, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Esse foi o primeiro encontro do segmento realizado pela Prefeitura para debater com a sociedade conceitos de smart cities. Organizado pela Coordenadoria de Cidade Inteligente com o Centro de Operações Rio (COR), em parceria com o Polo de Inovação do Centro Universitário Unisuam (Pólen), o evento reuniu ao longo do dia 400 representantes dos setores público e privado.

O coordenador de Cidade Inteligente da Prefeitura do Rio, Felipe Peixoto, na abertura do evento / Divulgação

Para facilitar as discussões, os temas foram tratados em cinco painéis: a retomada econômica da cidade; o impacto do 5G; a cidade monitorada e segura; a tecnologia a serviço da mobilidade; COP26 e o futuro das cidades.


"Nosso objetivo é construir, junto com outros órgãos da Prefeitura, o projeto de um Rio cada vez mais inteligente. Entre outros temas que fazem parte do dia a dia da população, estamos debatendo os compromissos que o Rio assumiu na COP26 realizada mês passado, discutindo a implantação da tecnologia 5G e também o uso da tecnologia a favor da segurança pública", disse Felipe Peixoto.


O seminário faz parte das ações realizadas pela Prefeitura para devolver ao Rio o protagonismo da cidade mais inteligente do país. Entre os projetos em andamento, está a implantação de dez mil novas câmeras, cinco mil pontos de wi-fi e nove mil sensores georreferenciados com soluções IoT (internet das coisas).


Outro programa em desenvolvimento é a terceira edição do “Desafio COR”, projeto para startups, empresas e grupos técnicos interessados em apresentar propostas para aprimorar a performance na gestão de integração das operações de infraestrutura, logística e emergências urbanas do Centro de Operações Rio.


"Com os dados e informações que coletamos, conseguimos planejar uma cidade mais inteligente no futuro. No COR, pensamos o tempo todo no cidadão. Utilizando um conjunto de ferramentas, como sensores inteligentes e georreferenciamento, podemos oferecer um serviço de mais qualidade para a população, dando ao cidadão uma informação mais precisa para que ele possa tomar a melhor decisão quando estiver na rua", destacou o chefe-executivo do COR, Alexandre Cardeman.


Participaram da mesa de abertura o coordenador Felipe Peixoto; o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Inovação e Simplificação do Rio, Chicão Bulhões; o diretor do Instituto de Pesquisa Fecomércio, João Gomes; o reitor da Unisuam, Arapuan Motta Netto, o especialista em Inovação da Unisuam, Eduardo Winter; e Reginaldo Lima, fundador do G10 Favelas, organização sem fins lucrativos com líderes e empreendedores de impacto social das favelas.

Divulgação

A primeira palestra do dia foi proferida pelo professor e Smart Cities Expert Renato de Castro, autor do livro “A Cidade StartUp: uma nova era de cidades mais inteligentes”.


Membro do Conselho de Diretores da Leading Cities de Boston e conselheiro sênior voluntário na União Internacional de Telecomunicações (agência das Nações Unidas para a informação e telecomunicações), Renato de Castro é embaixador de Smart Cities no TM Fórum de Londres e no COR. Executivo internacional na Ásia, nas Américas e na Europa com mais de 20 anos de experiência em smart cities, ele compartilhou sua visão sobre a nova era de cidades mais inteligentes, destacando tópicos como Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT).


"Cidades inteligentes são lugares onde tudo conspira para tornar a sua vida melhor", disse Renato, sócio da RMA Advisory, em Dubai, onde vive atualmente.


Já o reitor Arapuan Motta Netto ressaltou em sua fala a importância desse tipo de cooperação entre os setores público e privado.


"A gente vem buscando, há algum tempo, contribuir ainda mais com a sociedade, além da formação de nossos alunos, a maioria oriunda das classes C e D, que precisa do acesso à educação. E por meio do nosso programa de mestrado e doutorado, produzimos pesquisas que geram indicadores para a cidade. Por isso aceitamos a parceria nesse seminário, uma oportunidade muito grande de poder contribuir também com a pesquisa científica de alto impacto", afirmou o reitor da Unisuam.


Representação de consulados


O seminário continuou ao longo do dia nas cinco mesas de debates com a participação de gestores de diversas instituições privadas e públicas, como coordenadores da Polícia Militar e secretários municipais e diretores da maioria das pastas da Prefeitura do Rio. Entre as autoridades convidadas estavam representantes de três consulados: Paolo Giudice, cônsul geral da Itália; Julia Morovan, consulesa de Ciência e Tecnologia da Hungria; e Hirok Muya, vice-cônsul do Japão.


Reconhecimento por projetos smart cities


Há dois meses, o Rio foi reconhecido com o Prêmio Latam Smart City Awards 2021 como uma das três melhores cidades latino-americanas a desenvolver projetos na categoria Transformação Digital e Reconstrução Econômica.


A premiação destaca a qualidade dos serviços prestados ao cidadão pela Prefeitura. São milhares de pessoas que se deslocam diariamente pela cidade, abastecidas 24 horas com informações sobre as condições do trânsito, dos principais modais de transporte e da previsão do tempo, a partir de dados coletados pelo COR e muitos compartilhados em tempo real.


Em agosto, a cidade foi reconhecida em duas categorias do Ranking Connected Smart Cities realizado em São Paulo. O Rio levou o 1º lugar de Tecnologia e Inovação e saltou do 12º para o 7º lugar no Ranking Connected Smart Cities Geral.

300x250px.gif
728x90px.gif