Rio tem nova unidade de conservação em Deodoro

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, sancionou a lei que cria uma nova unidade de conservação da cidade: o Refúgio de Vida Silvestre do Camboatá. A lei 7.183/2021, decretada pela Câmara dos Vereadores e sancionada pelo prefeito, estabelece proteção integral à Floresta do Camboatá, que vinha sendo objeto de grande controvérsia em função do processo de licenciamento de um autódromo internacional.

Floresta do Camboatá / Foto: Jefferson Teófilo / SMAC

Com área de 171,58 hectares, o RevisCamboatá vai preservar um dos últimos remanescentes de floresta de Mata Atlântica de Baixada da capital. A mata também abriga espécies em extinção, como os rivulídeos - conhecidos como "peixe das nuvens" - e exerce papel fundamental na conexão entre os maciços do Gericinó-Mendanha, Pedra Branca e Tijuca.


"Essa é uma vitória fundamental para toda a cidade. Temos metas de criarmos corredores verdes, principalmente na Zona Oeste da cidade. A manutenção da Floresta do Camboatá é mais um exemplo que agora há uma clara diretriz para tornar a cidade mais resiliente. Vamos incentivar as pesquisas científicas e o ecoturismo", afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere.


A lei estabelece ainda que a gestão do RevisCamboatá caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que designará um gestor para a unidade de conservação.


De autoria do vereador Célio Lupparelli, o texto de criação da proteção à Floresta do Camboatá passou em segunda discussão na Câmara dos Vereadores em 3 de novembro. A redação foi feita em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, que consolidou os estudos técnicos que fundamentam o projeto.


Uma das metas do Plano Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática, lançado em junho, no Museu do Amanhã, é manter os 3.400 hectares reflorestados ao longo dos últimos 35 anos na cidade e consolidar mais 1.206 hectares de Mata Atlântica no Rio de Janeiro.


Fonte: Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio (SMAC)


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