Rodoviários começam votação sobre greve pela vacina


A urna volante passou pelo Terminal Rodoviário João Goulart, onde votaram pelo menos 520 rodoviários

Rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá iniciaram, nesta segunda-feira (12/04), no Terminal João Goulart, no Centro de Niterói, votação para definir a greve por tempo indeterminado, a ser iniciada em 26 de abril deste ano, movimento criado para reivindicar a inclusão da categoria nos grupos prioritários para vacinação contra o Covid-19. Pelo menos 520 profissionais participaram, neste primeiro dia, do plebiscito, cujo resultado será divulgado no dia 20 de abril.

O plebiscito foi a forma escolhida pelo Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) para evitar a realização de assembleias, que provocariam aglomerações em um momento extremamente perigoso da pandemia, que, só na área de atuação da entidade, já matou 44 profissionais, desde março do ano passado até o último fim de semana. A votação prossegue até o próximo dia 19 para que o maior número possível de rodoviários possa opinar sobre o movimento, através do voto direto.

A greve proposta pela diretoria do Sintronac, com início em 26 de abril, pretende reunir também, por adesão, rodoviários do Rio de Janeiro e Itaguaí, além de metroviários, ferroviários e trabalhadores das barcas, que, apesar de integrarem os grupos prioritários no Plano Nacional de Vacinação, foram deixados de fora nas campanhas de imunização dos municípios. Os rodoviários da capital, Duque de Caxias e Nova Iguaçu já sinalizaram que estão dispostos a integrarem o movimento.

No entanto, o Sintronac pretende expandir a mobilização para todos os municípios de sua área de atuação, que inclui: Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande, Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Tanguá.

“Os trabalhadores em transportes são essenciais na hora de servir, mas não o são para a vacinação. Isso não está correto. Há companheiros internados nos hospitais públicos, muitos morreram e nosso contato com o público é direto, até na hora de pegar dinheiro e dar o troco das passagens. Também estamos sem reajuste salarial há 18 meses e sofremos pesadas demissões no setor. Poucos trabalhadores foram tão sacrificados por essa pandemia. O que está acontecendo não é justo”, opina Rubens dos Oliveira, presidente do Sintronac.

Se o resultado do plebiscito for pela greve, o Sintronac divulgará uma “Carta Aberta”, informando a população sobre o movimento e seus motivos, além de comunicar às autoridades públicas do Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme previsto na Lei 7783/89 (Lei de Greve).

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