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Rodoviários alertam para possibilidade de greve em Niterói

O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) divulgou nesta sexta-feira (1/9) uma nota oficial alertando para a crise dos ônibus em Niterói e para a possibilidade de uma greve. Os trabalhadores reivindicam salários com reposição das perdas com a inflação nos últimos 12 meses, além de um percentual de aumento real.

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A nota também cita o estudo que a prefeitura encomendou à UFRJ, para avaliar o equilíbrio econômico-financeiro e a sustentabilidade dos contratos de concessão do serviço público de transporte coletivo por ônibus da cidade. Em maio deste ano, o Sintronac apresentou propostas para serem incluídas no estudo, porém não teve mais informações da prefeitura de Niterói sobre os resultados.


Leia a nota na íntegra:


"A diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) vê com preocupação o embate entre a Prefeitura de Niterói e o sindicato das empresas (Setrerj), que não chegam a um consenso sobre a concessão ou não de subsídios tarifários para as passagens de ônibus na cidade e nem sobre a apresentação, por parte do poder público, do estudo de reequilíbrio econômico-financeiro do setor, que estava previsto para ser entregue em julho.


Com a aproximação da Data-Base da categoria, que é 1º de novembro, há uma tendência de greve, caso os rodoviários não tenham atendidas suas reivindicações, que são a reposição da inflação dos últimos 12 meses, mais um percentual de aumento real.


Em matéria divulgada pela imprensa nesta quinta-feira (31/8), o Setrerj ameaçou reduzir, até o final do ano, a frota nas ruas de Niterói e que, por conta da crise que as empresas enfrentam, operando no limite de sua capacidade, o reajuste e até o 13º salário dos rodoviários estariam ameaçados.


“Os rodoviários já deram todas as cotas de sacrifício que podiam, acumulando perdas salariais consideráveis durante a pandemia. Não é possível mais renunciar a nada. Isso sem contar que, se não houver o reequilíbrio econômico do setor, haverá mais demissões e isso é, de fato, desumano. É inacreditável que os gestores públicos sejam insensíveis para com uma categoria, que sempre esteve pronta a atender as necessidades da sociedade, sem ter nada em contrapartida. Se preciso, vamos à greve”, afirma o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.


A Prefeitura de Niterói contratou a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a realização de estudo do equilíbrio econômico-financeiro e da sustentabilidade dos contratos de concessão do serviço público de transporte coletivo por ônibus da cidade. O objetivo era o de levantar disparidades geradas nos contratos nos últimos cinco anos.


Em maio deste ano, representantes do Sintronac apresentaram as propostas da categoria para serem incluídas no estudo, durante reunião com integrantes da Prefeitura e da UFRJ. A pauta dos rodoviários engloba a inclusão de cláusulas trabalhistas na formulação de políticas públicas para o setor, entre elas a reposição salarial, tendo por base a inflação acumulada em 12 meses e mais um percentual de aumento real, e a volta dos cobradores; o incremento de ações de Segurança Pública nos terminais e nos pontos de maior circulação de coletivos; mudanças no sistema de bilhetagem; subsídios tarifários e incentivos fiscais; criação de fundos setoriais para custeio das gratuidades; maior transparência na prestação de contas das empresas; reformulação no sistema viário; medidas para estimular o uso do transporte público; regulamentação do transporte por aplicativos; e combate intenso a todo tipo de transporte ilegal. O Sintronac, desde o encontro, não teve retorno da Prefeitura sobre o estudo".






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