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Rodrigo é lançado candidato a governador no túmulo de Brizola

Atualizado: 23 de jun. de 2021


Brizola Neto e a irmã Juliana com Rodrigo Neves e Carlos Lupi no cemitério de São Borja, onde estão enterrados Brizola, Getúlio e Jango
Brizola Neto e a irmã Juliana com Rodrigo Neves e Carlos Lupi no cemitério de São Borja

Nesta segunda-feira, 21, quando quando se completaram 17 anos da morte do ex-governador Leonel Brizola, o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, foi lançado candidado a governador do Estado do Rio pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, diante do túmulo do líder trabalhista. Cercado por dirigentes partidários, parlamentares, parentes e amigos do fundador do PDT, Rodrigo foi saudado pelo ex-ministro do Trabalho, Brizola Neto, que apontou as coincidências nas trajetórias do ex-prefeito niteroiense e de seu avô.


"Quer o destino, Rodrigo, que tu estejas repetindo a mesma trajetória que fez o Brizola, que saiu de Portugal quando deixou o exílio, chegou por São Borja e daqui foi parar no Palácio Guanabara. Quer o destino que tu estejas repetindo essa trajetória para ser o homem que vai resgatar no Rio de Janeiro o legado deixado pelo Brizola, recolocando o estado no rumo do desenvolvimento e da justiça social, trazendo de novo esperança para o nosso povo, especialmente para as nossas crianças", afirmou Brizola Neto, que atualmente ocupa o cargo de coordenador de Trabalho e Renda na prefeitura de Niterói.


Rodrigo, que chegou neste fim de semana de Portugal participou pela primeira vez de uma tradição dos líderes trabalhistas, que anualmente costumam visitar o cemitério de São Borja, onde estão enterrados os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goular, além do ex-governador Leonel Brizola, para homenageá-los. Além de Brizola Neto, a família do ex-governador estava representada pela sua irmã, a deputada estadual Juliana Brizola, e pelo neto do de Jango, Christopher Goulart.


Desde o início do ano em Portugal, cursando doutorado na Universidade de Lisboa, Rodrigo desembarcou no Brasil, vindo da capital portuguesa, e foi direto para São Borja a convite de Carlos Lupi. Lançado na política pelo PT e depois de uma breve passagem pelo PV, ele se filiou ao PDT durante o seu segundo governo em Niterói. No entanto, fez questão de lembrar o passado brizolista da sua mãe, professora que lecionou em escolas estaduais durante os governos Brizola no Rio de Janeiro, e enfatizou a condição de Niterói como uma "cidadela do Trabalhismo".


"Desde a redemocratização, há trinta anos Niterói tem governos trabalhistas. Talvez não tenha uma cidade com uma continuidade de governos trabalhistas tão expressiva como Niterói. Não é à toa que Niterói tem o maior índice de desenvolvimento humano do Rio de Janeiro. Não é à toa que Niterói é a única cidade da Região Metropolitana do Rio que não tem milícias dominando territórios, porque lá nós temos educação, saúde, proteção social nas áreas mais vulneráveis e não é à toa que Brizola tinha um carinho especial por Niterói. Se os Cieps não tivessem sido abandonados, nós não estaríamos perdendo no Rio de Janeiro tantos jovens, tantas crianças para a violência", disse o ex-prefeito.

Brizola Neto e a irmã Juliana com Rodrigo Neves e Carlos Lupi no cemitério de São Borja, onde estão enterrados Brizola, Getúlio e Jango
A deputada gaúcha Juliana Brizola e o ex-ministro do Trabalho, Brizola Neto, em homenagem no túmulo do avô

Legado de Brizola

Em seu discurso, Brizola Neto, que falou em nome da família juntamente com a irmã Juliana, destacou o legado do avô para o povo brasileiro:


"Há 17 anos, nós, da família, perdíamos o nosso avô, mas o Brasil perdia aquele grande líder que fazia a ponte com o fio da História. Brizola era o líder que religava o Brasil com o seu período mais áureo, mais próspero, a era Vargas. As ideias do Brizola permanecem mais vivas e necessárias do que nunca: a ideia de uma pátria livre, desenvolvida, que possa oferecer aos seus filhos as oportunidades que ele mesmo teve que sofrer muito para conseguir conquistar. É essa trajetória que nos inspira e por isso é tão importante estar aqui, no dia de hoje, para renovar nosso compromisso com essas ideias tão necessárias ao Brasil e ao povo brasileiro."


Tanto Brizola Neto como Rodrigo Neves exaltaram o papel do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na condução do partido após a morte de Brizola.


"Quero fazer nossa homenagem primeiro ao nosso presidente nacional, Carlos Lupi, pela sua lealdade eterna ao Brizola, lealdade que sobreviveu à morte e que atravessou esse deserto, mantendo o PDT vivo, forte, representativo, coerente com as ideias do Brizola e que devolveu ao PDT um protagonismo nacional, trazendo o Ciro Gomes para ser o nosso candidato a presidente da República, uma candidatura que não tínhamos desde que o Brizola nos deixou", disse Brizola Neto.


"Lupi teve o brilho, a firmeza, a competência, a lealdade e a honradez de segurar o timão e levar à frente o partido no momento em que muitos diziam que o PDT não iria seguir a sua trajetória de luta pelo povo brasileiro e pelo Brasil. Lupi teve essa competência, essa capacidade de conduzir o partido, numa perspectiva de crescimento", destacou Rodrigo.




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