Rússia condena novas medidas anunciadas pelos EUA contra Cuba
- Da Redação

- há 3 horas
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(Da TeleSur) - A Rússia expressou neste sábado (31) sua firme rejeição às recentes medidas tomadas pelos Estados Unidos contra Cuba, classificando-as como uma tentativa deliberada de "estrangular economicamente" a ilha, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.
"A posição da Rússia sobre este assunto permanece inalterada: sanções unilaterais contra Estados soberanos e independentes, adotadas fora da estrutura da ONU e das disposições de sua Carta, bem como de outras normas do direito internacional, são categoricamente inaceitáveis", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo.
Ela também observou que a medida dos EUA é um novo episódio na estratégia de pressão máxima que Washington tem aplicado repetidamente a Havana, visando sufocar a economia da ilha.
“Condenamos veementemente as medidas ilegítimas e restritivas tomadas contra Havana, bem como a pressão sobre a liderança cubana e seus cidadãos”, reafirmou ela, acrescentando que, apesar dos obstáculos externos impostos ao caminho de desenvolvimento da nação caribenha, o país “continuará a manter laços econômicos externos eficazes”.
A diplomata russa enfatizou que, no “novo documento anticubano” dos EUA, a Rússia, juntamente com alguns dos outros parceiros estrangeiros de Havana, foi rotulada como um Estado “hostil” e “malicioso”.
Segundo Zakharova, esse tipo de rotulação não contribui nem para estabilizar o diálogo entre Moscou e Washington, nem para aumentar a eficácia dos esforços de mediação dos EUA na resolução de crises em diversas regiões do mundo.
Ela também afirmou que a cooperação entre a Rússia e Cuba “não é dirigida contra terceiros e não pode ser considerada prejudicial aos interesses de ninguém”.
Zakharova enfatizou que a Rússia e Cuba compartilham "laços históricos especiais" e que suas tradições de cooperação bilateral abrangente têm raízes profundas e amplo apoio sociopolítico em ambos os países.
Cuba: 'Ato brutal de agressão'
De Havana, o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, condenou veementemente as recentes medidas dos EUA, classificando-as como um "ato brutal de agressão" e uma tentativa de impor um bloqueio total a Cuba por meio de chantagem, coerção e tarifas arbitrárias.
Após o ataque dos EUA à Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, Donald Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba.
Donald Trump ameaçou o governo cubano, afirmando que "invadir e destruir" Cuba pode ser a única opção restante para forçar mudanças.
As ameaças do presidente americano ocorrem em meio ao embargo econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia do país, também foi reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; é atacada pelos EUA há 66 anos e não ameaça; prepara-se, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue", declarou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.










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