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Saúde tentou usar na Sputnik mesmo esquema da Covaxin


(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Um documento enviado para o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI) em posse da CPI da Covid aponta que o Ministério da Saúde tentou aplicar o mesmo esquema que usou na negociação da vacina indiana Covaxin nos trâmites para adquirir 200 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

Em uma carta enviada no dia 18 de março pelo então secretário-executivo da Saúde, coronel Elcio Franco, para o RFPI, fundo financiador para produção da vacina russa, o secretário tenta abrir negociação para compra inicial de 100 milhões de doses, com uma opção para adquirir mais 100 milhões posteriormente, totalizando 200 milhões de doses.

Nesse documento, Franco quer a confirmação de que a empresa União Química continua como a representante da Sputnik V no Brasil, sinalizando que as transações seguiriam com o laboratório brasileiro como intermediário.

"Antes de lançarmos formalmente as negociações, contudo, agradeceria receber do RFPI confirmação sobre o status do relacionamento com a União Química Farmacêutica Nacional S/A, que, por ora, segue sendo a representante oficial do RFPI no Brasil e firmou contrato com este Ministério da Saúde para venda de dez milhões de doses da vacina Sputnik V para o segundo trimestre de 2021", afirmou Franco na carta.

A carta foi enviada em meados de março, mesmo período em que o governo brasileiro tentava negociar 100 milhões de doses extras da Covaxin, também por meio de uma empresa intermediária no Brasil, no caso, a Precisa Medicamentos.

Diante da negociação da Sputnik V, senadores da CPI apontam que vacinas com intermediários no Brasil receberam tratamento completamente diferente das vacinas de grandes laboratórios, como Pfizer, Janssen e do próprio Butantan.

As negociações ocorriam mesmo sem as vacinas terem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Enquanto as vacinas oferecidas diretamente pelos laboratórios levaram meses para o governo se interessar, conforme informaram à CPI da Covid executivos da Pfizer e o diretor do Buntantan, Dimas Covas.

Neste momento, a CPI se concentra nas denúncias de indícios de corrupção nas negociações da empresa Precisa, que representa a Covaxin. E também nas denúncias que envolvem a empresa Davati na tentativa de negociar 400 milhões de doses da AstraZeneca ao governo brasileiro. A partir de agora, o caso da Sputnik também entrará na mira da comissão parlamentar de inquérito, no Senado.

Confira a carta do coronel Elcio Franco ao Fundo Russo de Investimento.



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